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AMAR DEMAIS 25 NOVEL LIVRE 14 ANOS

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        Adrian entra em casa e vai para a cozinha se serve de 1 copo farto de água e segue para seu quarto, Sandra sai do quarto e segue para a cozinha vê a garrafa ali na pia seguindo para o quarto do filho.
   - Mãe.
   - Era você na cozinha?
   - Sim, me desculpe.
   - Nada.
   Adrian percebe que Sandra esta um tanto relapsa, solta em seus pensamentos.
   - Aconteceu algo mãe?
   - Me faz um favor filho.
   - Sim mãe.
   - Vai até a casa de sua irmã e os chame para jantar aqui.
   - Hoje?
   - Sim meu filho, quero todos á mesa.
   - Aconteceu algo?
   - Eu e o Moi temos algo para falar com vocês.
   - Mãe, não me diga que aconteceu......
   - Vai por favor Adrian.
   - Sim mãe.
   - Só mais uma coisa, dispense por hoje o Enzo, quero falar só com vocês.
   - Tudo bem.
   Na sala a tv desligada, Adrian mexe no celular até que a porta é aberta, Pri, Kauã e Kauê entram, Sandra os recebe sem muitas formalidades.
   Moi olha para eles um tanto sem graça, o clima ali é um tanto tenso.
   - Então mãe chegamos e ai?
   - Acho melhor irmos jantar.
   - Não mãe.
   - Adrian.
   - Seja o que for é melhor que nos fale.
   - Filho.
   - Por favor mãe.
   Sandra entende os sentimentos ali.
   - Tudo bem.  Todos sentados, Sandra ao lado de Moi olha para eles.
   - Quando a Priscila teve a noticia da sua gravidez, bem, algo também aconteceu comigo.
   - O quê mãe?  Pri pergunta para ela, Sandra com lágrimas nos olhos.
   - Eu e o Márcio, bem, nós tínhamos uma vida de casal, vocês entendem?
   - Não me diga que..........
   - Sim filha, eu fiquei grávida.
   - Mãe.
   - E o bebê?
   Adrian pergunta para a mãe.
   - Ele nasceu?
   - Como mãe, eu sempre estive a seu lado, não vi sinal de sua gravidez.
   - Bem Pri, quando eu tive vocês, foi do mesmo jeito, eu engordei e a barriga cresceu não tanto quanto as demais gestações de outras mulheres, entende.
   - Como assim?
   - Os médicos que cuidaram de vocês, me disseram que a gravidez se formava mais para trás, aquele tipo que a gente diz ás costas, só aparecendo aos poucos dias perto do parto.
   - Mãe.
   - Você Pri, tinha acabado de ter seus filhos, meus lindos netos, eu a deixei por quase 3 semanas e fui para a fazenda onde uma amiga trabalha.
   - Eu lembro, a senhora decidiu de uma hora para outra.
   - Sim, eu fui ter bebê.
   Adrian se emociona com aquilo e diz.
   - Mais eu lembro que a Pri me disse, a mãe não parou de trabalhar.
   - Do mesmo jeito de quando eu tive vocês.
   Moi derrama lágrimas cabisbaixo, Kauã e Kauê sentam com um de um lado do homem o afagando e lhe confortando.
   - Mãe, por quê não nos disse?
   - Como filha, ficamos sem chão, você sem emprego, Adrian foi para fora do país, nos mudamos, tudo em extrema dificuldade.
   - Mais mãe.
   - Aconteceu filha, agora não posso mudar daquela época, só que a vida esta me dando um puxão de orelhas.
   - O quê?
   - Adrian, esteve aqui uma mulher que disse estar com meu filho.
   - Filho, o nosso irmão?
   - Sim eu o deixei em uma caçamba de entulhos e corri sem olhar para trás.
   - Mãe....
   - Aquela mulher, não sei como, ela estava próxima do local e viu tudo, assim que me afastei ela recolheu a criança, meu filho, seu irmão.
   - Nosso irmão.  Todos ali em extrema emoção com alegrias.
   Sandra sai do sofá e caminha para a cozinha, todos ali perplexos, logo um a um se levantam e correm até ela.
   - Mãe, vó.
   Ela recebe um forte abraço em grupo, e ali recebe toda a energia que tanto necessitara para o que esta por vir, um encontro com seu filho que fora abandonado.
   - Me perdoem por favor, eu não fiz por mau, eu não sou má.
   Pri a abraça e limpa as lágrimas da mãe com seus dedos enquanto afaga a face de sua mãe.
   - Mãe, pare de pensar coisas assim, todos sabemos o que passou, afinal passamos todos por aquilo, juntos, mãe te amamos.
   - E ele, e ele minha filha, será que vai entender tudo que eu tenho para lhe contar?
   - Com certeza que sim.
   Rosa sai do quarto de Vítor, ali na cama o rapaz olha para tudo ali ao seu redor, coloca a mão ao peito e pega de uma escrivaninha alguns portas retratos.
   - Minha mãe, a outra mãe, eu vou conhece-la.
   Em outro quarto, Rosa desaba num choro, segura com força o lençol de seda em cor púrpura enquanto olha para o espelho preso á parede que segue do teto ao chão.
   - Por que, por que, eu tinha outros planos, agora tudo que penso é na dor daquela mulher,, ela é tão vítima quanto eu.
   A porta recebe uma leve batida, Érico entra ali e Rosa olha rapidamente outra pessoa ao corredor.
   - Mãe.
   - O que foi filho?
   - A Mônica esta aqui.
   - Ah sim, vou ve-la, deixe-a na sala já irei falar com ela.
   - A senhora esta bem?
   - Sim filho, eu estou muito bem.  Érico sai, ela levanta dali e vai á penteadeira, faz sua make e escova seus cabelos bem de leve, saindo dali.
   Mônica ali na sala, recebe uma certa atenção de Érico que é o primeiro a ver a vinda de sua mãe.
   - Olá.
   - Oi Mônica, espero que tenha novidades?
   - Na verdade nem tantas, mais trouxe os livros e .....
   - Isso eu consigo com o Iracildo, acho que esta perdendo a mão no jogo Mônica.
   - Senhora.
   - Por favor meu filho, vá buscar a pasta no meu quarto.
   - Sim mãe.  Assim que ele sai, Mônica tira do bolso um celular e entrega para Rosa.
   - E isso?
   - Fiz alguns vídeos do local e talvez possa ter algo que a senhora ache de importância.
   - Agora eu terei de ficar investigando seu aparelho, me poupe Mônica, acho que devo lhe mandar para o Oriente.
   - Não, por favor, sabe que não posso pisar naquele.....
   - Naquele lugar maravilhoso, de onde sai o seu pão e sua existência, não?
   12022019..............................
















                                         39



             Mônica senta no sofá, porém logo Rosa sai da sala se despedindo dela, minutos depois já refeita daquilo, Mônica sai do prédio e caminha até um ponto de táxi.
    - Para onde senhora?
    - Para o inferno.
    - Como?
    - Só dirige, no caminho lhe digo.
    - Sim senhora.  Ela faz uma ligação porém ninguém a atende.
    - Cretino infeliz.
    - Como senhora?
    - Não é com você, por favor me deixe no bar.
    - Qual bar?
    - Este.  Ela lhe entrega um cartão com o endereço e este segue com o carro.
    Adrian e os sobrinhos ali com Moi, no quarto Sandra chora incenssantemente, amparada por Pri.
    - Filha, eu sou um monstro.
    - Não mãe, não diga isso.
    - E agora, o que eu faço?
    - Somente deixe as páginas virarem com certeza se essa mulher veio até aqui e te disse tudo, com certeza ela vai voltar a entrar em contato contigo, marcando um encontro.
    - Com meu filho?
    - Sim mãe, só que terá de aceitar que ele é menos seu e mais dela.
    - Eu sei filha, eu sei.  Priscila seca as lágrimas de sua mãe com lencinhos de papéis, quando toca o celular de Sandra.
    - É ela.
    - Será?
    - Sim ela me passou seu número.
    - Deixe mãe, que eu atendo.
    - Tudo bem.  Pri atende a chamada.
    - Olá Priscila, quanto tempo?
    - Você me conhece, quem é você?
    - Sou Rosa, lembra-se, amiga?
    Priscila é tomada por uma espécie de um choque e cai no chão, Sandra se desespera e grita para Moi, logo o quarto esta cheio com todos ali.
    - O que houve?
    - Não sei, aquela mulher ligou e a Pri atendeu e..........
    Moi pega o celular mais não há ninguém do outro lado da linha.
    - Desligou.
    - O que ela falou para a Pri?
    - Não sei filho.  Adrian pede o aparelho a Moi que o entrega, ele se afasta deles e confere o número quando recebe uma surpresa.
    - Rosa, a senhoria sombria.
    - O que filho?
    - Nada mãe.
    - Como nada, se não me engano foi este nome que ela me deu, Rosa.
    - Não pode ser.
    - O que você sabe disso filho?
    - Nada mãe, eu preciso sair, ppor favor me deixe levar seu aparelho?
    - O meu celular?
    - Sim mãe, por favor?
    - Tá bom.  Moi tenta fazer com que Adrian não saia e fique com eles ali, mais nada muda o rapaz, ele pede um carro por aplicativo enquanto faz uma ligação.
    - Oi Sandra.
    - Não é minha mãe, sou eu.
    - Oi Adrian, o que quer, pelo que sei abandonaste a ordem?
    - Preciso falar com a senhora.
    - Agora já é tarde, você entende...
    - Em nome dos velhos e bons tempos.
    - Me encontre no endereço que vou lhe passar daqui uns 20 minutos estarei lá.
    - Tudo bem.
    Adrian desliga enquanto o carro circula pela avenida.
    Adrian entra em um restaurante requintado italiano.
    - Eu vim por..........
    - Por aqui por favor.
    O rapaz acompanha o recepcionista dali até um outro ambiente, mais pequeno e ali ao canto, Rosa aprecia o sabor de um excelente vinho.
    - Achei que era pontual.
    - Vim o mais rápido.
    - Não é elegante fazer uma mulher esperar.
    - Me desculpe.
    Adrian tenta se aproximar dela mais 2 seguranças o impede.
    - O que quer?
    - Como eu lhe disse, conversar.  Rosa faz sinal para os seguranças que abrem caminho para Adrian.
    - Sente-se.
    - Obrigado.
    - E então?
    - Por que minha mãe, este garoto, rapaz é mesmo filho dela?
    - Se não fosse eu jamais sairia de minha suíte para me deslocar até aquele bairro de vocês.
    - Por que senhora?
    - Olhe Adrian, por mais que ache ruim, sua família tem e muito haver com a minha.
    - Não entendo.
    - Com o tempo vai entender.
    - Mais........
    - Já acabamos por favor.
    - Eu ainda quero falar....
    - Não Adrian, quanto a sua permanência ou não na ordem, haverá um juizo para decidir e assim os seguintes procederes.
    - Juizo?
    - Sim.
    - Mais isso é algo que só acontece.........
    - Em casos extremos.  Os seguranças lhe aponta a saída e Adrian sai dali, só então se dá conta que todo lugar fora fechado para quele encontro.
    - Obrigado sr.
    - Tchau.
    - Até mais.
    O rapaz olha da calçada, ali no salão principal Rosa recebe alguns cumprimentos dos funcionários daquele comércio.
    - Com certeza eles são aliados dessa ordem.
    Ele anda até chegar a esquina onde pára em sua frente um táxi.
    - Para onde sr?
    - Mais eu não pedi táxi algum........
    - A senhora ja acertou tudo sr.  Ele olha para trás e ali na frente da porta do restaurante esta Rosa que acena para ele, rodeada por 3 seguranças e 2 rapazes, um ele já conhece é Érico e o outro mais jovem lhe acena também e neste momento ele tem um fio de emoção.
   
   
paulo fogaça e IONE AZ
Enviado por paulo fogaça em 15/02/2019
Código do texto: T6575579
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Sobre o autor
paulo fogaça
Presidente Epitácio - São Paulo - Brasil
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