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QUEBRANDO BARREIRAS - CAMALEÃO - PARTE 8

                                         II - CAMALEÃO

               But you’ve created your own ghost
                             And the need you have is more…
                                                than most to hide it
                                                        (Chameleon – Blue Moves - 1996)

              Você pensou naquele anjo, pensou na sua mãe, antes de enfiar aquele vidrinho garganta abaixo? – perguntou o médico.
   Elton continuou em silêncio, olhando para ele.
- Bom, eu não vou te aborrecer mais. Está com fome?
  Elton negou, apenas balançando a cabeça.
- Ok. Quando quiser alguma coisa, é só pedir pra enfermeira que está na saleta ao lado. E, se eu fosse você, mandaria sua mãe pra casa. Ele está aqui desde ontem, praticamente sem dormir direito. Até!...
  O médico abriu a porta para sair e Elton o chamou.
- Dough!
- Hum? - fez ele, voltando-se.
- Quando saio daqui?
- Alguma coisa errada com a nossa hospitalidade? - o médico perguntou, brincando.
- Detesto hospitais...
- São piores que o cemitério?
  Elton não respondeu.
- Quando tivermos certeza que de que nada daquela porcaria vai te fazer mal no futuro. Uns dois dias serão suficientes, se você se comportar. Ah, você já recebeu visitas e telefonemas de amigos desejando melhoras do seu... enfarto. Está repleto de flores e cartões deles no saguão do hospital. E você conhece alguém chamado Bernie Taupin? Ele está na sua casa...
   Dough piscou para ele e saiu do quarto. Elton virou-se de lado na cama e fechou os olhos, começando a chorar silenciosamente. Sheila entrou novamente no quarto e, ao vê-lo chorando, perguntou:
- Filho, está sentindo alguma coisa?
- Não... ele respondeu.
- Precisa de alguma coisa?
- Não, aliás... preciso sim, que você vá pra casa.
- Eu só vou sair daqui com você, Reg!
- Por favor, mamãe. Eu estou bem, juro. E o Dough falou que o Bernie está lá em casa. Vá pra lá. Eu tenho medo que ele vá embora. Segura ele lá pra mim?
- Bernie está em casa? Que coisa boa, filho!
- Então... Vá pra casa e descanse. Eu te amo!
- Também te amo, filho. Eu volto amanhã cedo, disse ela, beijando-o na testa.
  Sheila voltou para casa e, ao ver Bernie, abraçou-se a ele e chorou tudo que não tinha chorado naqueles dois dias, desde que o filho tinha sido internado. Toni também chorava, sentada na sala de estar com Fred.
- Vai ficar tudo bem, disse Bernie, enxugando o rosto dela. - Já está tudo bem, não está?
- Às vezes, eu tenho vontade de puxar as orelhas dele pra nunca mais fazer uma coisa assim! Eu quase morri do coração, Bernie!
- Eu sei... E eu tenho essa vontade em dobro, por ele fazer isso com você!
- É tão bom te ver aqui novamente, filho!
- Mas eu só estava esperando por você. Eu vou ter que ir embora...
- Não! Fique até ele voltar do hospital! Ele sai em dois dias...
- Não, Sheila, não vai dar. Mas eu vou estar em Londres por mais alguns dias.
- A casa tem muitos quartos, filho, por favor...
- Não posso, não estou sozinho. Ah, e eu nem te apresentei, disse ele, levando-a pela mão até perto de Toni, que ergueu-se.
- Essa é minha mulher, Toni Russo. Toni, essa a mãe do Elton, Sheila Farebrother. Ela foi minha mãe também, quando eu vim de Lincoln pra cá em 67.
   Sheila segurou as duas mãos da moça e sorriu.
- Ela é muito bonita, filho! Você tem olhos de lince para mulheres bonitas...
  Bernie baixou os olhos e Toni a beijou no rosto.
- É um prazer conhecê-la! - disse Toni.
- Vocês vão ficar sim, eu insisto! Reg pediu tanto!
- Não vai dar, falou Toni. - Mas estaremos em Londres. Quando ele sair do hospital, viremos novamente para vê-lo.
   Sheila não insistiu mais e o casal foi embora.

  Dois dias depois, Elton teve alta. Quando pisou no salão fronteiro da mansão, ele estava coberto de flores e cartões de amigos e fãs do mundo inteiro, desejando a ele pronto restabelecimento. Toda essa correspondência foi, em sua maioria, trazida dos escritórios da Rocket Records e da John Reid Enterprises.


                                           CONTINUA...

                     PARTE 8 - NÃO VÁ PERDER A SEQUÊNCIA

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Velucy
Enviado por Velucy em 27/02/2019
Código do texto: T6585160
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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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