Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Q.B. - O HOMEM QUE NUNCA MORREU - PARTE 2

                          V - O HOMEM QUE NUNCA MORREU...
 
                   “A morte de John fica comigo o tempo todo”.
                             “É uma coisa pessoal.” - Elton John
                         
               Alguns dias depois, Elton dava início à sua primeira grande maratona musical depois de cinco anos fora dos grandes concertos.
   No dia 13 de setembro aconteceu o tão esperado show do Central Park e o lugar ficou lotado com os 400.000 fãs que compareceram para dançar, cantar, bater palmas e berrar pelo nome de Elton que não poderia estar mais animado e saltitante. O show era de graça!
   Ele entrou realmente vestido de Pato Donald, do chapéu aos pés, e depois de rir muito, pois nem conseguia sentar direito no banco já que a traseira do pato (ou da fantasia) era muito grande e desajeitada. Todo mundo ria, desde a banda até ele mesmo e a platéia. Nigel, Dee e todos os músicos se divertiam quando ele soltava uns “Quacks!” de improviso no meio da canção que, como ele mesmo anunciou... era "Your Song"!
  No meio do show ele tirou a fantasia e colocou algo mais sóbrio, mas não menos chamativo: uma túnica preta com detalhes coloridos e um quepe com um teclado colado nele. Ficou muito bonito. A roupa evidenciava seus olhos castanhos e grandes.
   O parque virou festa e fez parte da programação das televisões de milhares de americanos, de costa a costa. Elton cantou, entre vários de seus sucessos, “Imagine” de John Lennon, numa homenagem carinhosa e sincera ao amigo que voltava a fazer obras primas em forma de música ao lado da mulher Yoko Ono.
   A febre Elton John parecia ter voltado com força total e toda fantasia dos anos setenta estava ainda nitidamente viva nas mentes dos jovens que haviam esperado por tanto tempo rever os grandes espetáculos que só Elton sabia dar com tanta energia e com tanta vontade.
  Era incontestável o fato de que os anos oitenta estavam sendo construídos por Elton, novamente a base de rock’n roll. Gênios não se desfazem no ar como contavam os contos de fadas. Pelo menos não os gênios da música. Enquanto estiverem vivos, eles continuarão criando e Elton estará no meio deles, apesar de toda e qualquer barreira.

                                      Dezembro de 1980.
               
     O telefone tocou e Toni Russo atendeu. Era Connie Pappas, assistente de Elton em turnês querendo falar com Bernie.
- Ele está sim. Espere um momento, por favor.
   Toni colocou o telefone sobre a mesinha e subiu até o quarto. Bernie estava saindo do banho.
- Assistente do Elton no telefone, querido. Está ligando da Austrália, quer falar com você.
- Da Austrália?
- Foi o que ela disse.
- Eles foram pra lá anteontem...
  Ele jogou a toalha sobre a cama, sentou-se e pegou a extensão.
- Fala, Connie.
- Oi... Estava ocupado?
- Não, mais um pouco é você tomava banho comigo.
- Nossa, que pena. Devia ter ligado antes... ela disse, brincando.
- Como vai tudo? Quebrando muitas pernas?
- Todas! Esgota, mas vale tanto a pena ver como seu amigo faz as coisas com vontade e como o pessoal reconhece isso. Elton me pediu pra te ligar pra dizer que está feliz por tudo e pediu pra te agradecer pelo reinício. Já fez isso com Gary pessoalmente, já que ele está com a gente e pediu pra te lembrar que hoje faz treze anos que vocês se viram pela primeira vez em Londres.
- É verdade!
- E eu, em nome da equipe toda, parabenizo os dois e espero que isso ainda dure muito.
- Obrigado, Connie. Diga a ele que eu estou de dedos cruzados, apesar de não estar com vocês. Tem show hoje?
- Tem, aqui mesmo em Sidney. Foi por isso que ele não ligou pessoalmente. Está com a banda e os técnicos e não vai ter muito tempo porque tem uma coletiva antes do show ainda.
- Tudo bem. Dá um abração nele, na banda e em todo mundo.
- Beijo pra você também. Você faz falta, cowboy. Tchau!
- Tchau, querida! Beijo!
   O telefone foi desligado. Toni, sentada a seu lado, perguntou:
- Não dá vontade de estar lá?
- Dá... Hoje faz treze anos que nos vimos pela primeira vez... e ele continua lotado estádios...
   O telefone tocou novamente. Bernie atendeu:
- Alô!
- Bernie? É o Dennis.
- Oi, cara! O que manda?
- Já ouviu as notícias hoje? Está vendo a TV?
- Não, acabei de sair do banho. Notícias? Que notícias?
- Cara, atiraram no Lennon, na frente do Dakota!


                     O HOMEM QUE NUNCA MORREU – PARTE 2
                                            CONTINUA...
              DEUS ABENÇOE A TODOS E NUNCA PERCAM SUA FÉ!
                                      OBRIGADA E BOM DIA!
Velucy
Enviado por Velucy em 09/09/2019
Código do texto: T6740724
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
1517 textos (9607 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/09/19 14:55)