Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Q.B. - EU AINDA ESTOU DE PÉ - PARTE 3

                                IX - EU AINDA ESTOU DE PÉ

   See the changes here on every street
    (Veja as mudanças aqui em cada rua)
                  As time goes marching to a different beat
                  (Enquanto o tempo vai marchando para uma batida
                                                                                          diferente)
                                Moving on into the restless age
                                (Se movendo dentro de uma idade impaciente)
As the kids today find their feet
(Conforme os garotos hoje encontram seu caminho)


        “Where have all the good times gonne?” – Álbum Jump Up! - 1982


             Enquanto isso, ainda em Roma, Bernie teve que dizer sim a uma súbita interrupção de sua lua-de-mel por causa de um convite recebido por Toni para fotografar para uma famosa revista de moda italiana.
   Sentado à mesa de um pequeno restaurante próximo à praça onde ela posava para as fotos, usando trajes de inverno, ele a observava, e, apesar de cansativo, aquilo chegava a ser um pouco divertido porque nunca tinha ficado tanto tempo olhando para ela sem lhe falar ou tocar. Ele nunca havia gostado de ficar por perto quando ela estivesse sendo fotografada; o ciúme não deixava, mas ali não havia nenhum outro sentimento senão o de admiração e respeito pelo trabalho de Toni.
   De vez em quando, a modelo dispensava um momento de sua concentração e olhava para ele, sorrindo, mas logo estava totalmente envolvida com o trabalho e o mundo parecia não existir.
   Sem tirar os olhos dela, Bernie apanhou o copo de vinho a sua frente e tomou um gole. Nem percebeu um rapaz aproximar-se e sentar-se à mesa ao lado da dele, dizendo num inglês italianado.
- Ela é um estouro, não é?
   Bernie olhou para ele como se acordasse de algum sonho e perguntou:
- Perdão... Falou comigo?
- É, a senhorita Russo, Toni Russo, ali, fotografando. É linda, não?
   Bernie sentiu o sangue esquentar, mas conteve-se. Bebeu o resto do vinho e corrigiu.
- É... mas é senhora Taupin.
- Eu sei, falou o rapaz, sorrindo, sem tirar os olhos dela. - Mas isso não tira um décimo da beleza dela. Ela é magnífica! Una bella dona!
   Os olhos verdes de Bernie fitaram o rapaz por um momento e ele acabou sorrindo.
- Tem razão...
- Se eu fosse casado com uma mulher bonita como ela, não sei se deixaria que ele posasse assim.
  Bernie mordeu o lábio inferior e passou as mãos pelos cabelos, ficando em silêncio. Acendeu um cigarro e voltou a olhar para Toni.
- Você é o marido dela, não é?
  Bernie olhou para ele, surpreso. O sorriso não saiu do rosto do rapaz que ficou esperando pela resposta.
- Se você pergunta é porque sabe que sim...
- Sempre quis te conhecer, disse o rapaz, estendendo a mão. - Eu sou o editor da revista que está fotografando a Toni... e sou seu fã.
  Bernie apertou a mão dele, surpreso.
- Mais um pouco e eu te quebrava o nariz, caramba...
- Gostei da sua reação. Pra ser modelo como ela, a moça de preferência deve ser solteira ou ter um marido muito compreensivo. Você está de parabéns, disse ele, erguendo-se. - Convido os dois pra jantar hoje comigo. Gosta de comida italiana?
- Adoro.
- Apanho vocês às sete, no hotel. E pode ficar descansado: liberamos a Toni em alguns minutos, tchau, bello.
- Tchau, ele respondeu, sentindo-se satisfeito consigo mesmo.
  Olhou outra vez para a mulher, tirou a caneta do bolso e, ali mesmo, num guardanapo, começou a escrever uma poesia para ela.
  Quando as fotos acabaram, Toni tratou de ir correndo para perto dele e sentou-se a seu lado, envolvendo seu pescoço.
- Demorei?
- Uma eternidade, ele disse, beijando-a.
- O que você está fazendo? - ela perguntou, curiosa, tentando ler o papel aberto diante dele.
  Bernie não respondeu. Continuou escrevendo e, ao terminar, deixou que ela lesse.
_ “Não deseje que acabe; não olhe para isso como se fosse para sempre, entre você e eu, eu diria honestamente que as coisas vão cada vez melhor. Enquanto eu estiver longe, expulse os seus demônios interiores, e não vai demorar muito, antes que nós dois corramos para um lugar nos nossos corações onde nos escondemos. O tempo em minhas mãos poderia ser o tempo gasto com você, rindo como crianças, vivendo como amantes, rolando como trovões debaixo das cobertas. Só olho para o nada e imagino meu rosto em suas mãos, viva cada segundo sem hesitação e nunca esqueça que eu sou seu homem. Confie em mim, garota, chore durante a noite, se ajudar, mas mais do que nunca, eu simplesmente amo você, mais do que amo minha própria vida.”
   Ao terminar de ler, Toni tinha os olhos cheios de lágrimas.


                          EU AINDA ESTOU DE PÉ - PARTE 3
                 SER CONSCIENTES DO QUE NOS TROUXE AQUI...
                   É ISSO QUE NOS MOVE E NOS MANTÉM EM PÉ!
                     BOM DIA E QUE DEUS ILUMINE NOSSAS VIDAS
                                               OBRIGADA!


Velucy
Enviado por Velucy em 06/11/2019
Código do texto: T6788234
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
1581 textos (10035 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/11/19 23:33)