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Q.B. - EU AINDA ESTOU DE PÉ - PARTE 5

                             IX - EU AINDA ESTOU DE PÉ

                                         See the changes here on every street
                                         (Veja as mudanças aqui em cada rua)
                As time goes marching to a different beat
               (Enquanto o tempo vai marchando para uma batida diferente)
Moving on into the restless age
(Se movendo dentro de uma idade impaciente)
                             As the kids today find their feet
                            (Conforme os garotos hoje encontram seu caminho)


       “Where have all the good times gonne?” – Álbum Jump Up! - 1982


              Nigel deu o sinal de início com as baquetas e eles começaram a tocar um rock vibrante e alegre, cheio de energia. Chris ouviu tudo encantado e ao final, teve que aplaudir.
- Que delícia! Ninguém pode negar que vocês fazem misérias, juntos, hein, duplinha?
- Está praticamente pronto pra gravar. Podemos começar amanhã?
- Quando você quiser. Há uma engenheira de som que está vindo da Inglaterra, amanhã, pra dar assistência pro Bill e a gente começa.
- Engenheira? Mulher? - Bernie perguntou.
- É, do AIR de Londres. Renate Blauel.
- Já ouvi falar, disse Elton, apoiando os braços no teclado. - Ela grava com grupos modernos, ultimamente, lá no AIR. Ouvi dizer que vai estar com Duran Duran em março.
- Isso mesmo, confirmou Chris. - Ela é muito boa.
- Legal! Uma mulher como engenheira de som, disse Nigel.
- Ela entende da coisa, podem ficar certos, disse Chris. - Bem, eu vou pro hotel, garotos. Aconselho que façam o mesmo. Vamos dormir que amanhã tem outra batalha. O estúdio vai fechar às onze horas... ou vocês vão passar a madrugada aqui?
- Já estamos indo, disse Elton, esticando os braços acima da cabeça.
- Então, boa noite.
- Tchau, Chris.
   Ele saiu. Davey colocou a guitarra no suporte e foi para perto da vidraça, que era a prova de som, mas deixava ver a noite lá fora.
- Poxa, que noite! Como é lindo o verão aqui... Talvez não tenha muito pra ver, além de mar, estrelas e sol, durante e dia, mas isso é como... estar de volta ao Chateau. É a mesma sensação gostosa de estar num lugar feito para a criação, feito para a música...
- Dez anos depois... completou Elton.
- Naquela época, éramos os três mosqueteiros, falou Nigel. - E agora?
- O Homem de Lata, o Leão e o Espantalho, brincou Bernie, começando a rir.
- Engraçadinho, ralhou Nigel.
- Eu me daria muito bem como o Leão, disse Davey, ainda admirando as estrelas no céu limpo iluminado por uma lua lindíssima.
- Tem até a juba, Bernie ajudou, referindo-se aos cabelos longos e loiros do guitarrista.
- Nigel seria o Homem de Lata... com bateria e tudo! - Davey continuou.
  Nigel jogou as baquetas para trás e balançou a cabeça.
- Dee, o espantalho, Bernie ajudou, novamente. – Sem ofensa, Dee. Sou fascinado por eles.
   O baixista apenas riu com ar de vítima.
- Acho melhor parar por aí, falou Elton. - Eu já tive minha estrada de tijolos amarelos, cheguei a ser uma. Teve até quem sapateasse em cima dela... – ele disse, olhando com cara feia para Bernie, lembrando da letra de “Goodbye Yellow Brick Road” - e acho que pude aguentar ser o Dartagnam, dos três mosqueteiros, mas agora quero ser a Doroty!...
- Faz mais sentido, disse Davey, rindo.
   Todos riram com ele.
- Bem, um personagem novo pra você, nós já temos, falou Davey, voltando-se para eles. - Bernie, você ainda não conhece o Lord Choc Ice, não é?
  Bernie franziu as sobrancelhas e balançou a cabeça, negando.
- Ah, não! - exclamou Elton, cobrindo o rosto com as mãos.
- Está olhando para ele, falou Nigel, apontando para Elton, fazendo um floreio com as mãos.
- Lord o quê? - Bernie perguntou.
- Lord... Choc... Ice, repetiu Davey. - É uma nova personificação do nosso amigo aí.
- Como Will A. Bong, Frank N. Stein, Ann Orson, Sharon... explicou Dee.
- Posso explicar? - perguntou Elton, pedindo a palavra. - Bernie, eu fiz um instrumental numa dessas noites geladas lá em Londres, pouco depois do Natal. Tinha dado um passeio pela neve lá em Crimphill e me veio a ideia na cabeça. Acabou saindo alguma coisa diferente de tudo que eu já fiz até hoje. Ela não tem nenhuma linha melódica básica, não é nada que se possa... dançar ou acompanhar batendo com o pé. Não tem melodia, entende? Eu estava só querendo treinar um pouco meus conhecimentos no teclado e... saiu. Mas é algo tão diferente de mim... do meu estilo real... Eu vou gravá-la, mas não quero colocar meu nome. Daí me surgiu a ideia maluca de usar o termo Choc Ice, porque a canção parece mesmo... o som de um monte de gelo se quebrando, misturado com uma descarga elétrica... sei lá... Se alguém tinha feito aquilo, não poderia ter sido Elton John. O tal... Choc Ice vai levar a culpa. Num momento de loucura, ele compõe... “Choc Ice Goes Mental”*.
    Bernie achou interessante a narrativa sobre o Lord Choc Ice e pediu:
- Toca pra eu ouvir?


*Baixe na Internet... É UMA LOUCURA!

                         EU AINDA ESTOU DE PÉ - PARTE 5
                 SER CONSCIENTES DO QUE NOS TROUXE AQUI...
                   É ISSO QUE NOS MOVE E NOS MANTÉM EM PÉ!
                  BOM DIA E QUE DEUS ILUMINE NOSSAS VIDAS
                                              OBRIGADA!
Velucy
Enviado por Velucy em 08/11/2019
Código do texto: T6789777
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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