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Q.B. - CHOC ICE GOES MENTAL - PARTE 20

                           XIII - CHOC ICE GOES MENTAL

                           (Lord Choc Ice... fica maluco!)
 
                                                                                   
                       Toni beijou o marido também e começou a tocar “I’m still standing”, a segunda canção do lado A. Eles começaram a dançar.
- Essa já está tocando muito nas FMs, “I guess that’s why they call it the blues” também. Já lançaram dois instrumentais dele nos lados B de cada um dos compactos e tudo corre como o esperado. Em termos de incentivo profissional, nós nunca estivemos tão bem... e tão unidos. E espero que continue assim. Ele ainda está de pé... apesar de tudo... disse ele com um suspiro, lembrando do fiasco que Elton havia provocado na França após as gravações do clipe de “I’m still standing”.
- Esperamos! – ela falou, fazendo figa com as duas mãos.
   Eles ouviram faixa por faixa e Bernie colocou “I guess that’s why they call it the blues” novamente. A letra tinha sido feita para ela e Bernie tirou-a para dançar novamente. Enquanto dançavam, Bernie cantava baixinho em seu ouvido. Toni sorria e se emocionava ao mesmo tempo. No solo de gaita feito por Steve Wonder, ela murmurou ao ouvido dele:
- Fica mais bonito cantado por você do que por ele...
   Bernie riu.
- Sua opinião não faz nenhuma diferença, felizmente... pra ele. Você é suspeitíssima pra fazer qualquer comentário. Mas no fundo... adoro ouvir isso.
   Ele cantou o resto da música, girando-a durante seu final e a beijou mais uma vez.
- Parece que somos dois adolescentes dançando seu tema te amor... ela disse, romântica.
  Ele sorriu. Era justamente assim que se sentia. A música sugeria isso.
- Te amo, Toni Lynn Russo. – Obrigado...
- Também te amo, Bernard John Patchett Taupin. Disponha...
   Toni voltou a pegar o encarte e leu cada título, com atenção.
- Quem é “Crystal”, amor?
   Ele olhou para ela e sorriu.
- Por que você quer saber?
- Todas as letras são suas... Só quero saber quem foi a inspiração pra essa?... Posso?
   Bernie ficou olhando para ela e demorou a responder apenas para provocá-la. Toni olhou para ele e esperou, mas não havia desconfiança em seus olhos. Só curiosidade.
- Gary Clarke, um... ex-namorado do Elton.
- Interessante... Ele pediu pra você fazer?
- Pediu. O Elton gostou muito dele e o chama... ou... ele gostava de ser chamado de Crystal.
- Morreu?
- Não... Eles só não estão mais juntos. O garoto era muito novinho pra ele e... não deu muito certo... pra variar.
   Toni balançou a cabeça satisfeita com aquela resposta. Olhou novamente para o encarte e colocou a unha sobre um título.
- E... “I’m still standing”...?
- O que tem?
- Foi feita só pra ele também? Ou... tem uma pitadinha de desabafo seu ali também? Parece um recado bem salgado pra alguém...
   Bernie sorriu discretamente, afastou-se dela e pigarreou, mentindo.
- Não... Não, foi só pra ele mesmo.
- Será que ele vem aqui amanhã? – ela perguntou, percebendo a mentira, mas não quis se aprofundar no assunto. Tinha até medo de questionar.
- Ele quem?
- O Elton.
- Vem, ele disse, disfarçando e indo tirar o disco do estéreo e colocando-o no encarte novamente. – Ele está em Nova York desde o dia 08, deu uma entrevista lá no dia 09, na WNEW FM e provavelmente deve estar vindo por aí. E eu quero te pedir uma coisa.
- O quê?
- Nada de festas amanhã, tá?
   Ela o olhou nos olhos e disse:
- Bernie... é o seu aniversário...
- Eu sei, meu bem, mas eu quero aproveitar que ele vem aqui pra gente discutir sobre as canções do novo álbum.
- Num domingo, amor?
- Toni, não é só domingo. É o dia em que o Elton vai estar na Califórnia e que a gente pode raramente se encontrar pra resolver... questões nossas. Eu tenho que aproveitar isso! Ele vai pra China com o Watford segunda que vem e vai ficar quase um mês lá. Depois vai à África de novo e eu quero aproveitar essa fase minha. Não quero fazer tudo em cima da hora.
   Ela suspirou e concordou, com ressalvas.
- Tudo bem...
- Zangada?
- Não... mas só vou te dar meu presente, quando você me der uma chance de comemorar seus trinta e três anos como se deve.
- Você sabe que eu não quero presentes...
- Mas eu quero dar, baby... ela disse, tomando um ar manhoso que Bernie conhecia a intenção por trás.
   Ele apertou um lábio contra o outro e suspirou:
- Por isso não, jantamos fora hoje!
- Mas hoje é dia 20, Bernie!
- Toni, não importa o dia. O mês de maio inteiro é meu! Minha mãe ficou grávida de mim desde o início de agosto de 49; eu continuo sendo de Gêmeos, continuo me chamando Bernard John Taupin e a gente vai ter muito tempo pra comemorar depois.
- Vou cobrar, ela disse, tocando com a ponta do dedo a ponta do nariz dele.
- Nem precisa, ela falou, beijando-a. – A gente vai pro quarto da Playboy agora e...
    Ela se afastou dele e fingiu zanga, colocando as mãos na cintura.
- Você nem sabe se é isso que eu quero te dar, garoto! Só pensa nisso?
   Ele ia responder, mas a campainha tocou.
- Deve ser o Charlie... O meu Charlie.
- Fazendo o que aqui hoje? – ele perguntou.
- O mesmo que o Elton vem fazer aqui amanhã, ela falou, sorrindo. – Ele veio tirar fotos minhas aqui.
- Na minha casa? Mas que disparate! – ele fingiu brigar.
- Na "nossa" casa, paixão.
     Ela afastou-se dele e desligou o aparelho de som. Charlie Friedman apareceu na porta entreaberta e bateu.
- Oi! Tem alguém em casa?
- Oi, Charlie! Entra!
- Atrapalho alguma coisa?
- Não. Eu estava esperando você, ela disse.
- Fala, Taupin. Tudo bem?
- Dentro do possível... E você? - Bernie respondeu com um sorriso amarelo.
- Fazendo o possível pra conseguir o impossível, ele falou, rindo.
- Já é alguma coisa.
- Bem, eu vou me trocar, falou Toni. – Por onde vamos começar?
- Pela externa. Adoro seu jardim e a luz hoje está muito boa. Coloca alguma coisa bem... leve.
- Ok.
- Eu vou descer pra preparar as coisas lá fora. Te espero no jardim.
   Charlie foi para a porta; chegando lá, parou e voltou-se, com seu jeito delicado, olhando para Bernie.



                         XIII – CHOC ICE GOES MENTAL - PARTE 20
                           VOCÊ JÁ PERDEU A CABEÇA ALGUMA VEZ...
               QUANDO AS COISAS NÃO CORREM COMO VOCÊ ESPERA?
                                           QUEM NÃO, NÃO É?

                                  DEUS NOS ABENÇOE A TODOS
      OBRIGADA, SENHOR, POR TUDO QUE CORRE BEM EM MINHA VIDA!
                                  E PELO QUE NÃO CORRE TAMBÉM!


Velucy
Enviado por Velucy em 04/02/2020
Reeditado em 04/02/2020
Código do texto: T6857816
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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