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LEO IV - REAÇÃO - CAPÍTULO 7

                            CAPÍTULO VII – REAÇÃO
                                   
                          Alcântara não concordou muito com a decisão de Gilda de ir visitar Leo, mas ela tinha o apoio do marido e ele não pôde interferir.
   Quando ela entrou no quarto de Leo, ele estava dormindo e a enfermeira media a febre.
- Como ele está? - ela perguntou.
- A febre cedeu um pouco, mas ele ainda está muito fraco. Anemia profunda. Deve ter ficado muitos dias sem comer, talvez até bebendo... Ele se judiou muito.
   Gilda segurou a mão do rapaz e ficou olhando para seu rosto. De banho tomado e depois que fizeram sua barba, Leo tinha voltado a ter as antigas feições, apesar de estar mais magro e pálido ainda.
- É um rapaz tão bonito, não? – perguntou a enfermeira.
   Ela não respondeu, apenas sorriu. A enfermeira saiu do quarto, deixando os dois a sós.
   Gilda deslizou os dedos lentamente pela testa de Leo, depois acariciou a mão dele na sua. Ele começou a acordar e abriu os olhos. Olhou para ela, mas demorou a reconhecê-la.
- O que estão fazendo com você, meu amor...? – ela perguntou, baixinho.
   Ele sorriu ao reconhecer a voz dela e fechou os olhos novamente, tossindo.
- Eu já morri?
- Não... Não fale assim. Estamos tão preocupados com você.
- Você trouxe o Bruno?
- Bebês não entram em hospitais para visitar os doentes, ela disse, sorrindo.
- Eu sou um doente diferente, ele disse, tossindo novamente em seguida.
- Eu prometo trazê-lo, se você melhorar.
   Ele olhou para ela e suspirou.
- Eu não vou melhorar...
- Claro que vai!
- Pra quê? Pra ficar assistindo você casada com aquele Judas que se dizia meu amigo? Eu não tenho mais nada pra fazer aqui. Não tenho mais por que viver, Gilda. Nem meu filho eu posso ver. Não quero passar a vida inteira tentando roubar olhares dele e vendo ele chamar o Haroldo de pai. Não vou aguentar. Você não pode exigir isso de mim. Eu quero morrer antes...
- Que é que eu posso fazer pra te fazer mudar de ideia?
   Ele pensou e respondeu:
- Me beija...
- Só isso? – ela perguntou, sorrindo.
- Eu ando facilmente subornável. Deve ser a febre alta...
- Eu sou uma mulher casada, Leo...
- Está vendo como não é tão fácil assim me fazer mudar de ideia? O que eu quero pra viver, já não pode mais ser meu.  Então, pra que viver?
- Gostaria de voltar no tempo, mas não posso.
- Diz que me ama, pelo menos...
- Leo...
- Então, vá embora, Gilda. Você não pode fazer nada por mim. Não devia nem ter vindo. Vá embora!
- Você não está sendo justo comigo.
- Ninguém foi justo comigo até agora! Me tiraram você, me tiraram meu filho e você quer que eu seja justo?
   Gilda calou-se. Leo tirou sua mão da dela.
- Obrigado pela visita, senhora Haroldo Marques. E não vou precisar das suas lágrimas por enquanto. Não vou morrer, não. Posso não ter mais porque viver, mas ainda tenho muito que fazer aqui. Dá esse recadinho por seu marido.  Agora sai... por favor...
  Ele virou o rosto para o outro lado e fechou os olhos. Muito magoada, Gilda achou melhor sair.

   Pelo sim, pelo não, sua visita ao rapaz surtiu efeito. Leo começou a reagir e melhorar progressivamente e em cinco dias, estava de alta do hospital.


                                  LEO IV – CAPÍTULO 7
                                          “REAÇÃO”
                         OBRIGADA, SENHOR, POR TUDO!
                PELA PIEDADE, PELO AMOR E PELAS BÊNÇÃOS!
                              CONTINUE NOS PROTEGENDO
                      COM SEU ESCUDO DE MISERICÓRDIA!
                                     BOM DIA E OBRIGADA!

Velucy
Enviado por Velucy em 07/07/2020
Código do texto: T6998421
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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