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LEO V - LIVRE... FINALMENTE - CAPÍTULO 7

                      CAPÍTULO VII – LIVRE... FINALMENTE
 
                                A pedido de Haroldo, depois de muito explicar e garantir que ele reporia todo o prejuízo, Gomes não seguiu em frente com a queixa contra Leo e o rapaz foi liberado do processo.
   Livre, Leo foi para casa e fechou-se no quarto onde começou a beber copos atrás de copos de uísque sem parar, enquanto tocava ao piano as músicas que sua mãe lhe havia ensinado.
   De repente a porta se abriu com violência e Samuel entrou por ela.
- Seu marginalzinho sem caráter! A que ponto você chegou!
   Leo olhou para ele, mas não ligou e continuou tocando. Samuel avançou nele e o tirou do piano seguro pela camisa.
- Você não vai mais me envergonhar! Você vai queimar no inferno, como fez a oficina do pobre Haroldo queimar!
- Me larga!
- Antes que eu te mate, você vai ter que me dizer onde escondeu o testamento da sua mãe!
   Leo sorriu.
- Foi até bom você tocar nesse assunto, pai. Ele está bem seguro, nas mãos do advogado da minha mãe, em São Paulo. Seja lá o que for que você venha a fazer comigo agora... só vai me ajudar.
- Maldito! – falou Samuel, empurrando-o sobre a cama. – Eu o quero de volta!
- Tarde demais, velho. Você perdeu. Perdeu a Gilda e perdeu a casa. Pode me matar agora, se quiser, aí você perde sua liberdade também.
- Eu vou acabar com você!
   Samuel investiu contra ele e o agarrou, desferindo-lhe vários socos no rosto. Leo não reagia, pensando que o pai fosse parar pelo cansaço, mas quando viu que era para valer, empurrou-o com força. A reação fez Samuel ficar ainda mais agressivo e tornou a agredi-lo.
- Para com isso, pai! Eu não quero bater em você! – Leo gritou, defendendo-se, colocando as mãos diante do rosto.
   Samuel não o ouvia. Leo apenas tentava se defender dos golpes, fugindo para longe dele, mas tinha, às vezes, que ser violento também, porque, apesar de velho, Samuel era mais forte.
   Vendo que não havia outro jeito, senão colocar o pai inconsciente, Leo o empurrou também na cama e, quando ia atacá-lo, Samuel o empurrou com os pés e ele foi bater com as costas no piano.
  A dor o fez cair no chão, sem conseguir se levantar novamente, para se proteger das novas investidas do pai, pois havia ficado sem fôlego.
   Samuel o segurou pela camisa e falou:
- Você não vai mais importunar mais ninguém, Leo Torres!
   Empurrou-o novamente, fazendo-o bater com a cabeça com violência no piano. Leo perdeu os sentidos, mas a fúria do velho era tanta que tornou a fazer o mesmo, várias vezes, só parando quando viu sangue em suas mãos. O sangue do filho.
    Finalmente parou, cansado, e ficou olhando para ele, já inerte. Soltou Leo que caiu no chão e o velho ficou apavorado ao perceber o que tinha feito.
   Assustado, Samuel saiu do quarto, gritando por socorro.
   Quando o socorro chegou, Leo Torres já estava morto.



                                LEO V – CAPÍTULO 7
                              “LIVRE... FINALMENTE”
                        OBRIGADA, SENHOR, POR TUDO!
             PELA PIEDADE, PELO AMOR E PELAS BÊNÇÃOS!
                         CONTINUE NOS PROTEGENDO
                     COM SEU ESCUDO DE MISERICÓRDIA!
                             BOM DIA E OBRIGADA!
Velucy
Enviado por Velucy em 13/07/2020
Código do texto: T7004298
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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