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LEONEL X - VITÓRIA... DE CRISTINA! - CAPÍTULO 17

                     CAPÍTULO XVII – VITÓRIA... DE CRISTINA!


                        Teodoro massageou o rosto no lugar onde Cristina bateu e sentou-se também no sofá, mas distante dela.
- Você tem a mão pesada!
- Tenho? Nunca testei em ninguém. Se eu tivesse podido te ver de novo depois que você sumiu de Serra Negra e eu fiquei sabendo que você tinha me deixado porque estava enrolado com a loira aguada da Catarina... com todo o respeito... ela já morreu, mas... talvez eu pudesse já ter experimentado essa sensação.
- Eu também sofri muito por ter deixado você, acredite. Nunca deixei de te amar. Você nunca deixou de ser a mulher da minha vida, Cris.
- Muito tarde pra dizer isso. E você não pode descontar sua frustração nos seus filhos, principalmente no Floyd!
- Não fique repetindo esse nome, Cristina. Ele é a maior prova de quanto eu falhei como homem e como pai nessa vida...
- Não! Você não falou como pai! Como homem talvez, mas não como pai. Seu filho mais velho é uma pessoa linda, decente, iluminada!
- Mas escolheu uma vida indecente pra seguir...
- Indecente por quê? Só porque ele tem uma orientação sexual diferente da sua? Isso não o torna indecente. Teodoro Fontes Júnior é uma pessoa muito especial, Ted. A mais especial que eu já conheci, depois do meu sobrinho. Se você tivesse convivido um pouco mais que os dezesseis anos dele, saberia disso.
- Não adianta, Cris...  Não consigo me acostumar nem aceitar que um homem goste e pior... se relacione com outro homem. Não é natural!
- Pra você é natural um homem trair e enganar mulheres como você fez?
   Teodoro calou-se.
- Seu filho nunca faria isso com as pessoas com quem ele se relacionou. Ele é decente e honesto e respeita a quem ele ama. Eu tenho conhecimento de que ele viveu muito tempo com um rapaz em Serra Negra, amando outra pessoa, mas nunca o traiu, mesmo isso custando sua felicidade.
- Como você sabe de tudo isso?
- Eu sei, só sei, não importa como. Seu garoto está muito doente, Ted, e ele precisa de você. O carinho de todos da família é muito importante nesse momento.
- Não sei se ele quer minha interferência na vida dele. Ele é maior de idade agora e tem sua própria vida...
- Carinho de pai nunca é demais em nenhuma idade, Ted. O seu filho está fragilizado nesse momento e com certeza precisa do seu apoio. Pode até não admitir isso, mas precisa. Ele tem sorte de ter amigos e a irmã, que o ama demais, mas o amor de pai e mãe é insubstituível. Ele já não tem mais a Catarina, que eu tenho certeza que deve estar pedindo por ele onde estiver, mas você só ajudaria se se unisse nessa corrente, como dizem.
- E o que eu posso fazer por ele? Acho que nem sei mais como olhar pra ele.
- Vá visitá-lo. Ele está até que bem pertinho de você. Está numa clínica na capital. Já seria de grande ajuda. Volte a falar com seu filho.
- Não acho que ele vá me perdoar. Tanta coisa já aconteceu entre nós depois que ele saiu dessa casa... Sobraram insultos das duas partes.
- Eu tenho certeza de que foram insultos que saíram da boca pra fora. Serão fáceis de esquecer e de perdoar.
- E você? Está falando de perdão com tanta facilidade... você seria capaz de me perdoar?
   Cristina soltou um breve suspiro e sorriu.
- Não quero te ofender, mas... eu já nem pensava mais em você, antes de saber que você era pai do Floyd.
- Não?
- Não... Eu me apaixonei por outra pessoa no mesmo ano em que você me deixou. E ele me ensinou a te perdoar. Eu já te perdoei há muitos anos.
- Quem? Ele é de Serra Negra também?
   Cristina sorriu.
- É... Mas isso não vem ao caso agora. O assunto aqui é o Floyd, seu filho... quase nosso.
- Só não é nosso, porque eu nunca consegui ter nada com você. A filha da dona Gilda era a garota mais séria da cidade de Serra Negra.
   Cristina continuou sorrindo orgulhosa de si mesma.
- Seu sorriso continua lindo. Deus sabe o quanto eu queria voltar no tempo e desfazer tudo que eu fiz. Eu ainda te amo tanto, Cristina!
- Não lamente nada. Logo seremos família de novo, se Ele quiser.
- Família? Como?
- Se meu sobrinho conseguir amarrar a sua filha linda...
- Ah, o Leonel...?
- Ele mesmo. Ele é muito apaixonado por ela e ela por ele. Se eles se casarem, seremos família finalmente. O que você acha disso?
   Teodoro suspirou.
- Eu gosto muito do seu sobrinho. Mas não acredito que Vitória queira se casar tão cedo. Ela tem esse sangue nipônico misturado com o meu que a faz bem diferente de mim e das outras mulheres brasileiras.
- Não subestime o charme do Leonel. O sangue dele também é forte e a gente tem na família o histórico de homens muito persistentes e decididos. O avô dele foi e ele esteve em Minas até pouco tempo com seu filho porque correu atrás do que sempre quis. A música dele e a amizade do Floyd.
- Vamos aguardar os acontecimentos então...
  Vitória voltou à sala e cruzou os braços, olhando para o dois.
- Sobreviveu, Cris?
   Cristina sorriu.
- Acho que sim...
   Teodoro levantou-se e se aproximou da filha abraçando-a. Vitória nem descruzou os braços, mantendo-se fria ao abraço do pai.
- Perdão, minha boneca japonesa. Eu vou visitar seu irmão no hospital. Você me leva lá?
   Vitória abriu um sorriso e gritou:
- Eu não acredito! Você conseguiu, Cris!
   Cristina apenas sorriu. Ela abriu os braços e envolveu o pai num abraço carinhoso.
- Você vai ver meu brotherzinho, daddy?!
- Se você for comigo...
- Claro que vou! – ela disse, enchendo o rosto do pai de beijos.


 HOJE, 05 DE SETEMBRO, MEU FILHO LEONARDO VICTOR FAZ 22 ANOS!
                          DEUS O ABENÇOE E PROTEJA SEMPRE!
                          ELE É UMA VITÓRIA NA MINHA VIDA!
                          TE AMO MUITO, MEU GATO... SEMPRE!


                    LEONEL (REENCARNAÇÃO) X – CAPÍTULO 17
                                 “VITÓRIA... DE CRISTINA!”
                              OBRIGADA, SENHOR, POR TUDO!
                 FAZEI DE NÓS INSTRUMENTOS DE VOSSA PAZ!
                  NÃO PERMITAIS QUE NOS APARTEMOS DE VÓS!
                                   BOA TARDE E OBRIGADA!


Velucy
Enviado por Velucy em 05/09/2020
Código do texto: T7055424
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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