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MANDY II - NINHO (1989) - PARTE 2

                                   II – NINHO (1989)

                                         
                           Amanda segurou o braço de Marco e escondeu o rosto no ombro dele para não rir.
- Vocês estão juntos de novo, não estão? Fico muito feliz por isso. Quer dizer que a minha burrada não deu em nada, graças a Deus.
- E graças a você mesmo, ela disse.
- A mim? Pelo que eu sei, eu quase estraguei tudo.
- Mas contou pra Bete e ela me abriu os olhos. Ela mesma me fez ver que eu estava sendo injusta com o Marco, quando soube que o motivo da briga tinha sido ela, em parte. Eu já sabia que eles tinham... transado. O próprio Marco me contou. Só não foi legal ouvir isso no meio de tanta gente em voz alta. Você pegou um pouquinho pesado.
- Eu estava bêbado, gata, e com raiva... nem sei do quê. Eu... sentia falta da tonta da Lídia toda vez que via vocês dois juntos. Vê se pode.
- Percebemos isso depois, Marco disse.
- Estou perdoado então? - o rapaz perguntou, com o semblante se iluminando.
- Até o próximo pileque, pelo menos, falou Marco, abrindo um sorrindo. – No próximo, eu mato você e todos serão felizes para sempre... Simples assim. Um sem noção a menos na terra.
   Teo saiu do carro e abraçou o amigo.
- Me desculpa, cara. Desculpa.
- Esquece isso. Ficar de mal de você é como ficar de mal de um irmão. Você sabe disso.
- Quer ir ver o nosso apartamento com a gente? Estamos indo pra lá, agora, ela convidou.
- Apartamento? Que apartamento?
- Eu comprei o nosso apartamento, Marco disse, orgulhoso.
- Você o quê?!
- Comprei o cantinho que a gente vai morar, disse ele, abraçando Amanda pela cintura e puxando-a para perto dele.
- Brincou...
- Não.
- Com que dinheiro?
- O do meu porquinho, bolas! Já ouviu falar em poupança? Você trabalha em banco e ainda não aprendeu?
- Meu! Eu vivia pedindo dinheiro emprestado pra você e você nunca tinha!
- Eu só pude mexer nela depois que fiz dezoito anos. Meu pai começou a fazer uma poupança pra mim desde que eu nasci e eu só pude mexer nela agora e... comprei um apartamento, quer dizer, devolvi o dinheiro que já era dele. Vamos até lá? É logo ali na Capitão Otávio Machado.
- Onde? Otávio Machado?
- É!
- Puxa vida, esse nome está no seu caminho até nisso?

   Marco pensou e olhou para Amanda e só então reparou na coincidência de nomes com o ex-rival.
- Você tinha percebido isso? - perguntou para Amanda.
- Tinha, mas de que adiantava dizer? Você já tinha comprado mesmo e o apartamento está nessa rua muito antes de você nascer...
   Marco coçou a testa e deslizou a mão pelos cabelos.
- É... Sabe que eu nem me toquei... De qualquer forma, já nem estou mais com tanta raiva dele.
- Sério? Então vamos lá ver esse palácio! - falou Teo, entrando no carro.

   O apartamento ficava no segundo andar do prédio e tanto Amanda quanto Teo ficaram admirados com o tamanho do imóvel.
- Que gracinha! - Amanda falou, olhando tudo em volta.
- E cabe a gente direitinho, Marco brincou.
- Cara, aqui cabem dois, três e quantos mais vierem, Teo acrescentou.
- Se Deus quiser... ele falou, beijando Amanda, que em seguida foi para dentro dos outros cômodos explorar.
- Olha, você nasceu mesmo com o traseiro virado pra Lua, Marco. Casado com uma gata, com todo o respeito, um apartamento lindo desse...
- Não estou casado ainda...
- Claro que está! Afinal, eu fui testemunha de que, naquele hospital? Até mais casado lá em cima do que aqui embaixo, ninguém vai poder negar isso. Eu, por mim, já vinha morar aqui com a Amanda, ontem!
- Você é doido! Não tem nada aqui!
- Tem um chão, tem um teto, tem vocês dois e ela é tua mulher!
   Marco ficou olhando para as paredes brancas, pensativo e finalizou:
- É bastante tentador, mas eu não quero que seja assim. Eu quero seguir o curso normal das coisas. Não quero fazer nada de que eu me arrependa depois. A gente já sofreu demais.
- Ok... Falou e disse, irmãozinho.
   Amanda voltou animada e feliz.
- Dois quartos, Teo, é enorme lá dentro! É lindo! A janela do quarto maior dá pra ver o clube, lá atrás!
- Gostou? - Marco perguntou, sorrindo.
- Adorei! - ela disse, abraçando e beijando o namorado.
- Como é que vocês acharam esse AP tão maneiro, assim, tão depressa?
- Era do meu pai. Foi o primeiro apartamento dele, quando casou com a minha mãe; depois eu nasci e eles acharam melhor comprar uma casa, pensando em aumentar a família, mas... parou em mim. E, basicamente, era pra ser meu, mas eu resolvi comprar, pra que não reste dúvida de que é realmente meu.
- E seu pai aceitou isso?
    Marco olhou para Amanda e sorriu.
- Meu pai meio que parou um pouco de duvidar do que eu quero. Ele viu que eu não quero mais dar despesa e, mais importante de tudo... eu quero ser feliz... E vou ser feliz. Aos pouquinhos a gente vai mobiliando esse cantinho e quando estiver pronto... a gente casa pra valer...
   Amanda também olhava para ele. Marco deslizou os dedos pelo rosto dela e a beijou, suave e ternamente.



                                      NINHO (1989)
                                           PARTE II

                          DEUS ESTÁ EM TODAS AS COISAS
         OBRIGADA PELA COMPANHIA E QUE ELE LHES DÊ UM BOM DIA!

                              2021 ESTÁ CRESCENDO TAMBÉM!

                                PAZ, LUZ, ALEGRIA E HARMONIA
                             SAÚDE E MUITAS BÊNÇÃOS A TODOS

                       ESPERANÇA E CONFIANÇA NO FUTURO SEMPRE!

               SONHAR FAZ PARTE DO CRESCER E AINDA É DE GRAÇA!
Velucy
Enviado por Velucy em 12/01/2021
Reeditado em 12/01/2021
Código do texto: T7157832
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Velucy
São Paulo - São Paulo - Brasil
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