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Jesus

   
       A história que sei de ti é a que a humanidade conhece, de filho de carpinteiro e uma virgem-menina, ambos humildes de vida e de coração;
mas tu não cresceste em minha rua, não te vi tornar-te aprendiz das letras, do trabalho e, principalmente não te vi mergulhar no amor e saíres coberto de paz e serenidade.Sempre foste tu: o amor.
       O que vejo em ti não aprendi com tua história, nasceu de minha alma que te encontrou bem cedinho nas moradas humildes e nos campos em que vivi. És o meu olhar apaixonado por outra alma que me completa, tão verdadeiro e tão real que posso sentir-te na emoção, na lágrima que rola quando penso em ti, quanto te prendes aqui em minha garganta, na oração cantada que elevo a ti.
       Tu te apresentas no alvorecer após meu repouso do ontem que me deixou marcas profundas, segue comigo pelas veredas ainda molhadas de um sereno mudo que me torna fria e vazia e rumas através das horas ao encontro do crepúsculo bucólico de gente cansada do labor que volta para findar o dia.
      Oh amigo concebido em meu ser como aquele no qual se deve e pode confiar, que trazes do Criador a missão de existir e cumprir compromissos para com o outro, e levas também contigo nossos pedidos de perdão e súplicas de desesperanças. Vejo-te com os olhos do meu interior pequenino,obscuro e quase inexistente; tens o poder de me envolveres em prantos e destruíres minhas revoltas e  desatinos. Estás no quadro de minha sala; olhos azuis profundos, cabelos claros e em ondas douradas. Aceito tua figura e acredito que assim tu és, mas se tua forma for oposta a esse perfil, fores negro, cabelos afros e olhos castanhos avermelhados, ainda és o amigo que amo, assim é o amigo que tenho em ti; ouves a minha tristeza em dias que me envolve a desilusão e a realidade me abate, enches-me de entusiasmo quando realizas alegrias em meu lar, com meu filho, minha família.
      Quero-te comigo como cria minha fantasia, homem sensato, quando podias ser dominador, fiel quando tudo tinhas a teus pés para tu conquistares, humilde quando tinhas o universo a teu dispor. Honra-me tua presença em todos meus compromissos do dia, na decepção que causo com minha insensatez, e no reparo que fazes em mim para dela me libertar. Tu tens olhar sereno de aceitação dos meus pedaços, quando me arrebento em um desamor infantil, mal dosado e absurdo; tua ternura não te aparta de mim, nem fico só para espiar minhas punições.
      Jesus que me abraça e oferece-te companheiro de meus desacertos, rompes minha indiferença quando me calo e nada construo. Cristo que vives em mim nas manhãs em que a alegria vem visitar-me, cantas comigo lindas canções,  danças nos meus olhos e alvoroça meus cabelos; tu és a poesia que transforma em  claridade as sombras dos infortúnios. Tu que me possuis em cândido sentimento de felicidade, envolvas também tudo aquilo que me rodeia me protege e me cobre de sabedoria. Amém!
CidadiPaula
Enviado por CidadiPaula em 03/11/2019
Código do texto: T6786416
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
CidadiPaula
Araguari - Minas Gerais - Brasil, 67 anos
26 textos (217 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 14/11/19 13:31)
CidadiPaula