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             No Sumo há Sumo

Não, não estudei. Não estudei, porque sabia que eu encheria páginas e páginas de cadernos,
intelectual seria;
Livros às bateladas nas prateleiras de minha casa:
Monteiro Lobato, O mundo de Sofia, Clarice Lispector, Einstein (o mundo é um lugar perigoso para se viver, não exatamente porque as pessoas são más; mas porque não fazem nada quanto à isso) O Solista, Maquiavel, Tim Maia, Raul Seixas, As viagens de Guliver, Dostoievsky, (o homem aproveita o próprio sofrimento) Longe é um lugar não existe, Tarantino, Rousseau, Arquimedes, Eletromagnetismo (polos iguais se repelem) Dom Quixote de la mancha, O Físico, Jorge Amado, Saint Exupery, O futuro da ciência, Viagem ao centro da Terra, Noan Gordon, Bacon, Fernão Capelo gaivota, O homem que calculava, Lobo da estepe, O futuro da humanidade, Ken Follet, A menina que roubava livros, Meu pé de laranja lima e tantos mais,
Oh, coisa linda para os amigos e familiares ver,
Professor emérito, diplomas e títulos nas paredes do consultório,
Os quais, quando precisasse,
E o Corona chegasse,
Nada resolveria.

Sumido em quaretena de 15 dias,
Alienei-me,
A ponto de coisa alguma saber.

 E se porventura quem ler este estiver Sumido como Eu, assumo que há sumo, poluição e ardência no sumo do ar que meus pulmões respiram, constante manutenção, da vida que aos poucos trago, consumo!
         Aprendi isso não nos livros, mas vivendo as agruras da Inteligência Intuitiva do isolamento. Aliás, permita-me de longe saber: seus dias estão sendo amargos feito fel, ou doces como mel

Dias Voláteis

Tudo passa:
A locomotiva,
O vento,
A doença,
As águas das chuvas,
As lágrimas,
A nevasca,
O incêndio,
O Corona,
A vida.

E ao passar,
Tudo há de secar:
A folha,
A lama química,
O lago,
A roupa,
O suor.

Tudo, tudo,
Há de passar,
Nada há de durar.
Resta saber,
O que virá no lugar.

Deixando de lado o devaneio,
De explicar o que não se sabe,
Por esses dias voláteis,
Quem pela vida não se move,
Para a morte se entrega,
E o médico finda a questão:
"Ocasionando falta de sangue nas veias,
Devido o Covid-19,
Sem ratiar,
Emudeceu o coração".

Tudo passa:
Lá vai a dor sem se despedir.

As vistas que ficam,
O que sumiu na curva,
Procuram.

Passou!

E se tudo passa,
Estiradas nos ataúdes,
Era uma vez as pegadas,
Pelo cortejo levadas.

 O momento é de parada, uma tomada de fôlego para repensar quem somos e qual era a contribuição de cada um, para que chegássemos à esse estágio inesperado; que por sua vez, ataca o lar desprovido  de sentimento, percepção, fé, compaixão e esperança.
              Através do medo da morte, semearam o distanciamento entre os humanos. Que a fusão de ambos, imponha a união, o respeito mútuo, a igualdade e a paz entre brancos e negros, ricos e pobres, religiosos e ateus.
                Reate, solde o elo entre o homem e a Natureza; sobretudo, onde impera a relação sensata, honesta e sincera, o entendimento de razão e emoção e o discernimento de reconhecer o certo e o errado, a Inteligente Sabedoria será a Luz e o Julgamento da discórdia entre as partes.
             Por fim, desaceleremos os batimentos cardíacos, tenhamos coragem de realinhar-nos aos novos conceitos de vida; e eliminando o indesejável, atento aos desvios e leve de consciência, que cada um retome a caminhada à prosperidade.
         Para isto, que tenhamos saúde bastante, porque Inteligência Intuitiva - talvez não saibamos, ou sabíamos, mas esquecemos - nos foi dada gratuitamente.
A sabedoria nasceu, cresceu e reside nos movimentos de braços e pernas, não menos, na curiosidade e percepção dos olhos e mente. Portanto, parado é que não dá pra ficar...; então, breve e bom regresso à vida!
Mutável Gambiarreiro
Enviado por Mutável Gambiarreiro em 25/03/2020
Reeditado em 29/03/2020
Código do texto: T6896364
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Mutável Gambiarreiro
Jegue é - Tovuz - Azerbaijão
2560 textos (59659 leituras)
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Mutável Gambiarreiro