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PANDEMIA (2021-MANAUS.)

O cheiro de morte,adentra as nossas narinas!
Como peixe fora d'água,se torna difícil inspirar,respirar então, é quase impossível.

Nos corredores dos hospitais, é só gritaria,dor, óbitos!
Um enfermeiro adoece!
Um médico cai em exaustão,e sente a sua temperatura corporal aumentar.
Um segurança é quase linchado pelos parentes de uns pacientes!
Um filho,chora em desespero.
Um pai,clama a Deus,por um milagre!
Uma mãe,na busca do ar,que lhe falta, começa a sentir seu corpo entra em colapso,e ao tentar,chora,percebe que está tão desidratada,que não tem ,nem lágrimas para deslizar pelo seu rosto sofrido.

Um paciente, tem a sorte (de está tendo ajuda de um respirador),mas é tudo tão agressivo,que sua boca resseca toda hora,E não há ninguém,para hidratar seus lábios.

Um ser humano???(doente, percebe que não é uma simples gripezinha)como ele,teimava dizer no passado,e sozinho com seus próprios pensamentos,
Com a consciência pesada, Chora...
Pois sua arrogância,levou a doença,três familiares,e supostamente,seus óbitos.

Enquanto isso, no noticiário:

- A culpa é do Presidente.
-A culpa é do Governador .
- A culpa é do Prefeito.
-Porque desmancharam os hospitais de campanhas?
-Descobertos,Respiradores em um caminhão.
- Não tomarei,vacina da China!
-Crise de oxigênios em Manaus.

E eu,no meu canto,calado, cansado de politicagem barata e mortal .
De noticiários Trágicos,que só me trazem,mais DESALENTOS!...

(...Encontro-me,contando as horas e os minutos,para tomar uma vacina.
Que me transforme em um... JACARÉ!???)
.

-Alan Jefferson (25/01/2021.)
-

Alan Jefferson (Taberna poética)
Enviado por Alan Jefferson (Taberna poética) em 28/01/2021
Reeditado em 29/01/2021
Código do texto: T7170862
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Alan Jefferson (Taberna poética)
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 43 anos
198 textos (1252 leituras)
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Alan Jefferson (Taberna poética)