DE NOVO

Da lua eu sonhei as flores, o soldado que a matou, por onde passou, a procura da sua amada. A noite já me viu bêbado, entorpecido, desgraçadamente esquecido, esquecendo os amores nunca vividos. O sol da manhã já me despertou para a luta, porém, sem motivo, atrativo de quem sonha um tesouro. Também já vi o mar, fiz poesia nas ondas, nos ventos, nos castelos de areia, nos sonhos loucos de amar uma sereia. Fiz de tudo um pouco, parece toda uma vida, mas ao acordar descubro que a vida está só começando.