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VER, OUVIR E, POR SER COVARDE... CALAR

           E assim, ao que se conhece... e se ouve:
    “Ver, ouvir e calar”
           Mas... por quê?

          Ah, quão medrosas são as bocas que se calam!
        Inúmeras...
             Coletivamente
       E assim... não denunciam
             Por trancadas que são
         Ainda que testemunhas sempre sejam os olhos...
             Ou, quem sabe, a esperar que outras bocas o mal delatem
     Todavia, ninguém o faz...

         E deste modo... eis o mal a se perpetuar
    E seguir... e prosseguir... livremente
        Neste mundo o qual se é... porque o permitimos... ser

            Na carne a que é por demais corrompida
       Dos olhos que cegos então se fazem (embora não sejam)
              A consentir aos corvos ser a vida, pois devorada e engolida
      No pomar cujas belas rosas a que ceifadas são
          Mesmo aos olhos dos carvalhos que junto a elas cresceram
       Mas estáticos permanecem

           E atados são eles por medo do letal machado
     A que dizimou sem piedade suas irmãs... as flores
            E destarte se escondem em seu silêncio
      E se emudecem...
         Oh, quão lamentável se é!
           Ao que o impiedoso e sádico algoz ri às gargalhadas
       De sua notável fraqueza e covardia

        Oh, nefastas bocas
           Que caluniam, humilham e ofendem
        Na audição das palavras que proferem!
          E se fecham por temor para o mal dos tempos e do mundo!
                Teria sido de fato a Vida quem as criou?
            Ao que questiono sem realmente saber...

           E desta forma é corrigido, pois o antigo ditado
      No qual agora, então se reza:
            Ver... ouvir... e, por ser medroso e covarde... calar...

Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 29/01/2018
Reeditado em 30/01/2018
Código do texto: T6239266
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Paulo da Cruz