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FAVOR NÃO CONFUNDIR ÓDIO COM DESPREZO

Não se odeia aquilo que se considera inferior. E não se odeia o inferior pura e simplesmente por considerá-lo insignificante a ponto de não considerá-lo relevante. Os alemães nazistas não odiavam os judeus. Heydrich, Eickmann e até mesmo o próprio Hitler são prova disso. Suas atitudes provam isso. 6 milhões de judeus e suas vidas ceifadas não denunciam ódio, tampouco, muito ódio, mas sim, inegavelmente, desprezo elevado a um nível altíssimo. O motivo de elevado nível de desprezo? Insignificância e inferioridade mediante à “superioridade da raça germânica ariana”. Você realmente acha que os nomenclaturados homofóbicos odeiam os autodeclarados homoafetivos? Você acredita que os caucasianos, que se consideram pertencer a uma “pura raça” odeiam os chamados negroides? E por fim, te fizeram acreditar que os ateus odeiam os cristãos e vice-versa? Amigos, ouçam-me bem: as relações anteriormente descritas, apesar de parecerem odiosas, verdadeiramente apenas são de desprezo. Ódio e desprezo não são sinônimos, mas suas consequências desaguam no mesmo mar de violência, discriminação e morte. A questão é mais antropocêntrica do que odiosófica. Mas aí vem o lado bom da coisa, que podemos considerar um lado até que evolutivo das relações conflituosas e mal entendidas: há mais igualdade entre estes desiguais do que se possa prever. É tudo uma questão de assimilar o poder e dominação como forma de autopreservação. E se isso lhe sugere um constante estado de vigilância, dito eterno e sem descanso, eu lhe inspiro a pensar ao mesmo tempo em que lanço a pergunta: se o homem só é vivo enquanto o coração bate-lhe no peito, não seria o descanso dos movimentos cardíacos a sua desgraça e a sua desvantagem?  
Nikolay Gonçalves
Enviado por Nikolay Gonçalves em 06/12/2018
Reeditado em 07/12/2018
Código do texto: T6520819
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Nikolay Gonçalves
Parelhas - Rio Grande do Norte - Brasil
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Nikolay Gonçalves