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ABORTADO

Senti-me abortado por aqueles que fizeram de sorrisos falsos, boas impressões.
E da mão amiga que tornou a bater em um rosto.
Da lágrima que gerou a tristeza por pensar que o mundo era feito de sonhos, e tornou o real, muito irreal pra se viver.
Considero-me incapaz de dar as respostas às perguntas que nem deveriam existir.
Porque há preconceito?
Porque há fome?
Porque o fim de tudo?
Não poderíamos apenas fazer eterno tudo aquilo que gostamos?
Prefiro me considerar um feto incompleto, daqueles que não sabem destinguir o porquê do ódio ao invés do amor, e porque da tristeza e do rancor, se poderíamos dar alegria à vida.
Considero-me abortado da idéia que sujeita o verbo, e só dá lugar a razão.
Que não abre os olhos pra ver que também à amor, que não abre a boca pra dizer EU TE AMO e que não abre o coração pra ser amado.
Considere-me inerte, se por um só instante, souberes que não existe amor, que não existe sinceridade e que tudo não passe de um sonho.
Prefiro não sair desse ventre que da semente do amor plantou a vida e que por um instante pensou que ninguém à pudesse tirar.
E muitos tiram..
Thiago Leão
Enviado por Thiago Leão em 21/09/2007
Reeditado em 08/07/2010
Código do texto: T661927
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Sobre o autor
Thiago Leão
São Paulo - São Paulo - Brasil, 28 anos
54 textos (4901 leituras)
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Thiago Leão