DIVAGAÇÕES

A nossa vida é como o mar

De de altas e baixas marés,

Num vaivém sem parar;

E nessa constante ebulição

É preciso ter fé e imaginação,

Para que nossa frágil barqueta

Não venha a soçobrar.

Não, não é fatalidade, o não ser,

Ou o crer, ou o não crer;

Se nos foi dada a livre arbitrariedade

Pelo Criador,

Cada um tem, pois, a liberdade

De acreditar no que quiser.

Todos tem o seu direito

Às suas próprias opiniões,

(Assim rezemos);

Ainda que nós outros

Nem sempre lhes demos

Razão, às sua razões.

O mundo é uma bola

Que rebola,

E a cada volta que dá

Muda a face das coisas.

Leve sempre isso em conta,

Não venha a acontecer

Você arremeter,

E fazer golo contra.

Eduardo de Almeida Farias
Enviado por Eduardo de Almeida Farias em 13/07/2019
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