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QUE FAÇANHA É ESSA?

Quiçá a primeira palavra que eu pronunciei foi mãe ou pai, não me recordo. Também não me importo muito e quem deve se importar? Dados pretéritos tão insignificantes! Mas as vezes, poderosíssimos. Quem ante uma situação de desconforto nunca pensou, falou ou gritou pela mãe ou pelo pai? Palavras que ao passar dos anos vão signficando cada vez mais, e, via de regra, tornando cada vez mais especiais.

Pois bem, Pai e Mãe também são os nomes da Divindade. E quem nunca os convoncou, seja num agradecimento, seja num pedido de clemência ou sei lá, há tantos motivos para se falar, pensar e sentir tais palavras que enumerá-los seria uma tarefa que humano algum não seria capaz. Humanamente são muitos os motivos para reverenciar o Pai Nosso que Estais no Céu! E a Mãe de Deus que roga por nós, pecadores!

Pecador assim me nomeio. E como são grandes e cordiais os perdões concedidos pela misericórdia de Nosso Pai e Mãe.

Pequei ontem Pai e Mãe, à tarde do dia 26 de setembro de 2007, ao deparar com uma tragédia na Avenida dos Andradas, em Belo Horizonte, quando uma moto, com dois ocupantes, esbarrou-se na mureta que separa o Rio Arrudas, indo ao fundo daquele que já foi Rio, hoje, corrégo, em verdade, esgoto à céu aberto. Parece ter de profundidade uns 20 (vinte) metros, e, quando estava passando de carro pelo local, ante toda aquela multidão que se fazia presente, parei o veículo para ver o que ocorreu. Triste curiosidade! Vi dois corpos ao fundo, próximo a correnteza daquela água opaca. O pior não foi daparar com essa lamentável cena. Quando já estava indo para o carro, um cidadão também curioso me perguntou: Como eles conseguiram àquela façanha!
- No momento, eu simplesmente esbaforei um "O QUÊ!!!" todo revoltoso! Ora, como ser façanha, dois corpos lá embaixo, sabe-se lá se estão vivos e o Senhor ainda chama isso de façanha? Pense se são pais de família e como ficarão os filhos deles, imagina se fosse com a gente!
- É! respondeu-me simplesmente no vazio de um simples é.
Fiquei deveras indignado, revoltado em saber como pode ter pessoas desse jeito. Isto, lamentavelmente, também entendi como pecar. Em não ser capaz de lhe dar com a deficiência, ignorância alheia. As vezes somos pecadores em potêncial e não sabemos.

E pensar que na vida há muitas pessoas iguais àquele senhor com graus mais elevados de capacidade de pervesidade: enxergar na tragédia o engraçado, o cómico!

Perdoe-nos Pai e Mãe! Há momentos em que precisamos de nos colocar do lado oposto para, em seguida, dar más respostas às certas pessoas. As vezes são criaturas que não sabem o devido valor de ter um Pai ou uma Mãe. Isso, com certeza é bem pior.
Clovis RF
Enviado por Clovis RF em 27/09/2007
Código do texto: T671489
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Sobre o autor
Clovis RF
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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