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A INFELICIDADE... É CONTAGIOSA (PARTE 2)

  E então, como num setor de urgência e emergência,
    [em que numa parada cardíaca alguém perde o controle,
      [e, igualmente, descontrola os demais membros da equipe
  Um verdadeiro inferno!

    N'aproximação do que se dão
  Ainda que imperceptivelmente ou mesmo sem querer...
    E deste modo se ligam... e com eles se aderem
       Sutil... contágio!

    Não! Não fizeram um pacto, um'aliança , ou coisa igual
 Ao que agora, sem saber o "por quê", com o outro então se uniu
      Qual vulnerável partícula a perder sua identidade no meio d'outras,
   [visto que com elas se agrupou
       Na verdade... uma conhecida Lei da Física!

   E, portanto, já não s'é o indivíduo d'antes
    [mas, sim, um "agrupamento"... com quem se ajuntou
 Subordinando-se, pois a eles
     Contaminação... por proximidade!

    Ah! E, acaso estarei a desejar que a alguém assim o abandone?
 A larga-lo no inferno de seu desânimo... de sua melancolia?
       Oh, não! De form'alguma!
  O qu'eu aqui pretendo é apenas dizer:
     "Cuidado com mal que n'outro habita
  Existem vampiros a sugar nosso sangue sem que nem notamos
       Não caiamos na armadilha deles"

       Infelicidade... pessoal!
   Condição mental dos que se renderam na guerra
     Ou dos que se contaminaram com a maioria
       No credo de que... não compensa lutar,
    [porém, sim, s'entregar à tristeza... até morrer!
  A preferir se afogar no mar de suas angústias,
  [a querer nadar até achar uma praia ou uma rocha que o abrigue...!

    E, vai por mim:
  Quando o outro não deseja sair de seu inferno, impossível tirá-lo de lá
     Por mais que queiramos trazê-lo para o... "nosso céu"

     Remover da mente uma obsessão pelo mal qu'ele a ama
 [é o mesmo que querer tirar o brinquedo preferido d'uma criança
       Aí, meu amigo, só mesmo... um tratamento!

      E desde já, que ninguém me interprete mal:
   Não estou falando de "abandonar o pobre coitado em su'angústia",
       [mas sim, que não venha a se contaminar por ele
  Até por que ninguém é poderoso neste tempo e mundo
    Contudo, no que puder ajuda-lo... que deste modo... se faça!

   (Lembro-me aqui d'um conhecido psicólogo clínico que suicidou...
     Ah! Mas deixa prá lá!)
   
     Mas, como eu digo:
  "A infelicidade... também pode ser dar... por aproximação
     Fiquemos atentos... então!"

        PS:
  Não estou falando de s'estar omisso aos desempregados, ou calados
  diante da má distribuição de rendas e salários, ou indiferentes aos
     idosos abandonados em asilos, ou com os olhos vedados frente
  às crianças desnutridas e órfãs, dependentes químicos ou mesmo
 quietos no que se refere às violências urbanas, prostituição infantil...
  Isto se chama "injustiça social" ou  "crimes contra a humanidade"
       Que fique claro:
    O meu foco neste texto... é outro!


                        ***********************

                          29 de setembro de 2019









Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 29/09/2019
Reeditado em 29/09/2019
Código do texto: T6756763
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
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