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O FINAL DA EXISTÊNCIA HUMANA

A vida do ser humano, de um modo geral, se desenvolve permeada por equações semelhantes e comuns a todos, em uma enorme escala de paradoxos, onde as diferenças estão apenas nas suas intensidades individuais, e devido à variedade infinita das contraposições combinadas, jamais serão encontradas duas pessoas exatamente iguais, nem física, nem mentalmente. Essa peculiaridade se aplica ao Universo inteiro, onde não existe nenhuma igualdade plena entre todos os corpos celestes, e também nenhuma novidade, pois o Primeiro e o Segundo Princípios são imutáveis, e o Terceiro Princípio, a extrageração onde nos encontramos, é como um rolo de filme que se repete infinitamente, onde nada se cria, nada se perde, tudo se transforma, num permanente moto perpétuo, como percebeu Lavoisier.

Com efeito, não existe o final de nenhuma existência, mas apenas a sua ininterrupta sequência de transformações, as quais não deixam informações para trás, onde jamais haverá lembranças da Geração Cósmica anterior, como é mencionado no livro Eclesiastes. Quanto a nós, basta tentarmos nos lembrar dos nossos tataravós para trás, o mesmo lugar onde estaremos no futuro, totalmente esquecidos no túnel do tempo, com o nosso corpo físico transformado em pó, e para os que acreditam, com a nossa alma transformada ou em Energia Centrífuga (com um corpo de Luz), ou em Energia Centrípeta, (incorpóreo e diluído nas Trevas), - a segunda morte na Bíblia - onde tudo tem início e onde tudo se conclui, nos infinitos ciclos das transformações.

Diante destas circunstâncias, independentemente de crenças e superstições, talvez seja mais conveniente não permanecer ruminando o nosso passado, tampouco tentando adivinhar o nosso futuro, mas concentrando-nos no presente, conscientes de que não podemos alterar o que se passou, mas podemos aproveitar as lições do passado, utilizando-as no presente, para ajudar a construir um futuro melhor para os nossos descendentes e para as futuras gerações.

“Os homens perdem a saúde para ganhar dinheiro, perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer, e morrem como se nunca tivessem vivido.”   Dalai Lama

O que foi, isso é o que há de ser, e o que se fez, isso se tornará a fazer; de modo que nada há novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós. Já não há lembranças das coisas que precederam; e das coisas que hão de ser, também delas não haverá lembrança, nos que hão de vir depois. O que é já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou. (Eclesiastes 1:9,10,11 e 3:15)

Na sua evolução, o Homem Primitivo, no seu primeiro estágio, era um animal irracional, perfeitamente equiparado a todos os outros animais. Esse era o Adão “adormecido”, que no segundo estágio “acorda” mediante a obtenção do seu intelecto, e da correspondente capacidade de raciocinar, tornando-se o Homem Habilidoso, que então passa a alimentar a pretensão de ingressar no terceiro estágio, mediante a obtenção da Sabedoria, através do conhecimento racional. Essa pretensão tem a sua validade, pois ela é um acelerador do conhecimento racional, mas jamais possibilitará a obtenção da Sabedoria, cujo acesso é uma concessão, alcançada exclusivamente pela via espiritual, através de revelações que se propagam pela intuição.

Nessa trajetória, o ser humano percorre cinco estágios, ou fases evolutivas, perseguindo o seu objetivo, em uma longa jornada preenchida pelos constantes atritos entre todos os seus sentimentos. A Heliosfera (material); a Biosfera (vital); a Noosfera (Intelectual); a Logosfera (racional) e a Sofosfera (Espiritual), através dos quais ele vai acumulando progressivamente todos os seus conhecimentos, e apenas para os que ingressam no último estágio, acrescenta-se a Sabedoria, e estes representam apenas a metade da outra parte, a que jamais conhecerá a nobre Virgem Sophia, e que será diluída no imenso oceano de energia escura, onde predomina o tormento da contraposição das forças que sustentam todas as manifestações no Universo.

Quanto ao percurso da Humanidade, na senda da restauração do Terceiro Princípio, o Escritor (Historiador) inglês o resumiu em uma frase bem adequada à nossa indesejável e melancólica realidade...

“A história é pouco mais que o registro dos crimes, loucuras e desgraças da humanidade”.  (Edward Gibbon)

Edgar Alexandroni
Enviado por Edgar Alexandroni em 01/12/2019
Código do texto: T6808133
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Sobre o autor
Edgar Alexandroni
Santo André - São Paulo - Brasil, 80 anos
221 textos (11900 leituras)
1 e-livros (214 leituras)
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