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CAMINHOS E REFLEXÕES



Andando de forma apressada e olhando tudo, nada vejo.
Em cada rosto se destaca algo frio e sombrio, diante das radiantes vibrações que se mostram ao mundo já em completa transformação.
As pessoas que passam parecem mortas, figuras sem alma e sem vida, que andam sem, no entanto, pensar em nada ou na razão que existe e no por quê.
Se observarmos de forma analítica, veremos figuras, pessoas que passam sem, no entanto seguir um rumo que o leve a lugar nenhum.
O tempo, que corre, acelera as mudanças que se processam e nesta constante mutação de formas, que se transmutam, vejo seres disformes, sem alma.
Os valores e os desejos se digladiam a todo o momento e em forma de lamento se ouve aqui e ali o murmúrio como o pio de uma coruja com seu canto que até parece lamento.
A alma se atormenta diante das angústias de um mundo que se agita tentando manter-se coeso.
As constantes e gritantes separações são feitas através de crenças, seitas e igrejas que já há muito lotearam e tentam vender um céu, como se fosse a fé um produto de constante negócio.
Os incautos, impúberes psíquicos, gritam e se lamentam perante as atrozes dores que dilaceram o peito.
Aqueles que pensam e agem, mesmo com o coração machucado, porém ainda pulsante e sadio, vão seguindo. A maioria parece, no entanto, que nem coração tem.
Enquanto a tragédia humana se desenrola diante de olhos que ainda se encontram abertos, a maioria se contenta com os pequenos prazeres que lhe são ofertados de forma obscura e confusa.
A ilusão foi criada para aprisionar almas, que ainda não se encontraram.
Enquanto isso o pobre espírito retorna à casa do pai, choroso, com  suas dores por não ter conseguido dominar um veículo ainda tão animal.
E, diante de tantos desmandos, ficamos parados, esperando uma intervenção de Deus, como se nada fôssemos e não tivéssemos nossa responsabilidade diante do mundo e das pessoas que nele habitam.
Se Deus nada fizer, através daqueles que se colocam no mundo como salvaguarda da raça humana, com certeza nada restará a não ser ouvir, sentir e se lamentar da incúria, que provoca as constantes rupturas num mundo já há muito julgado.



VEM-15/05/03-
Vanderleis Maia
Enviado por Vanderleis Maia em 13/01/2008
Reeditado em 09/04/2009
Código do texto: T815588

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Sobre o autor
Vanderleis Maia
Imperatriz - Maranhão - Brasil
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Vanderleis Maia