HECATOMBE: O PODER em um giro de 360 graus.

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||TEMPOS DE ÓDIO

Mulheres, negros, crianças, pais: todos são alvo do ódio.

Mas não é preciso nem ter filhos para ter medo do que vemos por aí. Basta ter uma família ou pessoas com as quais a gente se preocupa e ama.

A verdade verdadeira é que nem precisa mais de um revólver para matar hoje em dia e sim de ódio, e ele está no ar, que anda tão pesado que quase dá para pegá-lo com a mão.

[...] um capoeirista, Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, conhecido como “Moa do Katendê”, foi assassinado em Salvador. De acordo com o Boletim de Ocorrência, Romualdo estava em um bar e teria discutido com seu agressor por conta do resultado da votação: declarou voto em Fernando Haddad e fez críticas ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro. Levou 12 facadas. Não consegui descobrir nada de sua família, mas vi que “Moa” que tinha uma legião de pessoas que o queriam bem e que, claro, estão chocadas com tamanha brutalidade. Discordar sempre foi, segundo o dicionário Houaiss, “ter opinião contrária à de (alguém); divergir”. Mas hoje em dia discordar pode ser sua sentença de morte. “Eu nunca que discutiria por causa de política em um bar, as pessoas colhem o que plantam, oras”.

Quem ainda não está em pânico não entendeu o que está acontecendo. Hoje cedo fiquei sabendo, também pela imprensa, que foi lançado um jogo de videogame – já disponível pela plataforma Steam por módicos R$ 8,91 – onde você, personificado como Jair Bolsonaro, pode “enfrentar os mais diferentes tipos de inimigos que pretendem instaurar uma ditadura ideológica criminosa no país”. Sabe quem são eles, os tais inimigos? Mulheres (eu), negros (parte da família do meu marido), militantes de movimentos sociais (como Guilherme Boulos, aquele homem respeitado e coerente e que foi candidato à Presidência pelo PSOL), nordestinos (uma das minhas melhores amigas) e LGBT´s (o Pedro*, lembra dele?). “Nossa, mas é só não deixar seu filho jogar esse joguinho, oras”. Mas o meu vizinho vai jogar. O amiguinho dele da escola, que ainda é pequeno e não sabe separar ficção de realidade também. E ao ver o pai gritando palavras de ódio na varanda vai aprender que as coisas se resolvem assim agora. No grito e dedo na cara. Na facada. No tiro. No atropelamento porque, segundo o tutorial do jogo, em uma das fases “você pode usar um caminhão para passar em cima deles” (aqueles que discordam de você). Será mesmo que a gente não tem com o quê se preocupar?

FONTE DE PESQUISA:

https://emais.estadao.com.br/blogs/ser-mae/quem-nao-esta-em-panico-e-porque-ainda-nao-entendeu-o-que-esta-acontecendo/

Serpente Angel
Enviado por Serpente Angel em 16/10/2018
Reeditado em 16/10/2018
Código do texto: T6477506
Classificação de conteúdo: seguro
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