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É APENAS UMA QUESTÃO DE TEMPO!

Inesperadamente... tudo então se escurece!
E o sol de noss'olhos se esconde
Do seu clarão e calor a que por certos outrora tínhamos
Pesadas nuvens a que agora o ofuscam
No tenebroso breu que neste instante permeia
Das melodiosas serenatas a que nas janelas da amada se faziam
Hoje a triste mudez de seus cantos

O que, pois acontecera?
E por quê?
Os doces flertes nos primórdios daquele tempo
A se converterem, neste momento, a lamentável indiferença
As eternas juras de amor
A que por tal número se pronunciavam
No encanto do sussurrar “eu te amo”
Aos ouvidos de quem antes fora amado... venerado... idolatrado
E agora... o silêncio do desprezo
O desdém da distância
Letargia do amor?
Ao que dos doces e interessantes diálogos
Na reciprocidade dos corações daqueles amantes
Eis que hoje nem tanto mais se falam
Afastam-se... fogem... apartam-se...

Quem pode compreender a brevidade do que se é humano?
Das sentimentais estações que chegam
Por um tempo ficam
Todavia.... passam... vão embora
E talvez... nunca mais voltem
Que pena!

E assim, a robusta rosa a que antes embriagava com seu perfume
Cujo aroma a todos deliciava
Eis que murchou... despetalou... deformou
Aquela que aos noss’olhos extasiava em suas formas
A que arrebatava nossos espíritos
E destarte... eis que se fora
Para bem distante desertara
E que agora... não sabemos mais onde então se encontra

Mas se hoje o inverno castiga nossos corpos
No castigar de seu frio
O que então faremos?
Desesperaremos?
Deixaremos de crer no amor?
De forma alguma!
Se um dia vem o impiedoso frio
Noutro tempo retornará a primavera... em seu frescor
Então... saberei esperar

E olharei para o alto
Na crista das nuvens surgirão os primeiros raios do sol matutino
Daquele que então de nossa vista se escondera
Talvez, justamente para que dele então o busquemos
E doravante encontrado
As doces serenatas finalmente retornarão
Às janelas das eternas namoradas

E assim são as flores da primavera
Cujas sementes germinam... no solo do inverno

É apenas... uma questão de tempo!
É apenas... uma questão de saber esperar... com paciência!






 
Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 05/05/2017
Reeditado em 05/05/2017
Código do texto: T5990745
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
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Paulo da Cruz