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Olho por olho.

Tuas palavras chegaram ao meu ouvido,
 dilacerando  meu coração.
Dor cortante e profunda.
Ali estática sem saber o que fazer.
A ser julgada por um ato
que você mesmo já  havia praticado um dia
e que sem grandes alardes havia sido absolvido.
Que ironia...
O carrasco chicoteava minha alma.
Blasfemava.
Gritava.
Pisoteava minha conduta e moral,
jogava meu nome na lama,
esquecendo que já havia repetido  muitas  vezes
a atitude que agora achava infame.
Portanto não era melhor que eu.
Que desencanto!
Quanta maldade.
Quanta hipocrisia.
Quanta falta de amor.
Lamentei tamanha atitude.
Mas não deixei de chorar todas as lágrimas.
Ainda revoltada pelos insultos,
humilhada, lembrei da dores anteriores
que eu havia passado.
Um sorriso sarcástico brotou em meus lábios.
 Agora você provava do seu próprio veneno.
E podia compreender  tudo que passei um dia.
Iolanda Brazão
Enviado por Iolanda Brazão em 28/07/2008
Código do texto: T1100808

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Sobre a autora
Iolanda Brazão
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Iolanda Brazão