À ESPERA DOS BONS TEMPOS

O momento não é de canto

nem de choro...

é de acalentar as lágrimas.

Vivemos apertados, encolhidos

e os bolsos virgens dessa esperança.

Por enquanto vence o dito popular:

“A esperança é a última que morre!”

Então, gerações continuam sussurrando

na pressão da sobrevida a esperada

paga de velhas promessas

envolvendo o falso, o verdadeiro

e o apagar de muitos janeiros.

Pensar e chorar é como

embalar infrutíferos momentos!

É preciso mudar o canto:

Punhos cerrados, poucos lamentos;

acertar o alvo, receber a dívida

confinada no tédio

à espera dos bons tempos prometidos.

Zecar
Enviado por Zecar em 02/05/2005
Reeditado em 26/05/2007
Código do texto: T14319