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Hoje eu vejo
Tudo e um pouco mais
Não sei ainda se sinto
O que sentia anos atrás
Vejo em meu rosto
Todos os sulcos que a vida faz
Vejo em meus lábios
Um sorriso que não volta mais
Vejo em meus olhos
Alegrias e tristezas que a vida me traz
Vejo todos os passos dados
E também aqueles que foram cortados
Vejo em minha mente
Marca que não se desfaz

Olho pros lados e vejo
A multidão, louca a correr
Vejo a vida se desfazer
Vejo a lembrança
A palavra endurecer
Meus passos são lentos
Na espera do amanhecer
Não tenho mais pressa
Nem vontade de correr
Levo a vida andando
Toda a pressa a esmorecer
Vejo a vida como deve ser
Vejo a vida
Como ela me fez crer

Não mais estendo as mãos
Não há mais procura a fazer
Nem distâncias a percorrer
Tudo está tão perto
Então, sento-me, acomodo-me
Neste brando anoitecer
E assim passo os dias
Sem lutas ou sobressaltos
Num eterno esquecer
Olhando as folhas ao vento
Em seu eterno desfalecer.
Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 12/06/2006
Reeditado em 12/12/2007
Código do texto: T173947
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Fátima Batista
Santo André - São Paulo - Brasil, 55 anos
1435 textos (74357 leituras)
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Fátima Batista

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