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Dívida Noturna

A noite às vezes escurece em breu
A noite, às vezes escurece e eu...
Eu escureço junto.

Pode ser uma dor nas costas
Ou não saber se tu gostas...
Ou nada disso.

Pode ser estar sem saída
Pode ser sentir-se alma perdida,
Pode nada ser.

Mas que é a noite que vem
Com ela trazendo um escuro porém
E eu já nada sei.

Pergunto à noite quando ela se vai
Se ao ir, ela me deixa pra trás
Mas resposta, não tem.

A noite só diz que quando vai embora,
Abraçada sorrindo com a bela aurora,
Que fico sozinho.

E sozinho ao olhar, diante do espelho
E ver assombrado meus olhos vermelhos
Percebo que estou.

Compromissado com a noite, dela devedor
Não sei como eu pago, nem qual o penhor
Mas reconheço a marca.

E marcado eu sigo, pelos dias afora
Pensando em pagar àquela senhora
Com o que houver para lhe ofertar.
 
Odemilson Louzada Junior
Enviado por Odemilson Louzada Junior em 06/04/2010
Código do texto: T2179803
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Odemilson Louzada Junior
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 45 anos
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Odemilson Louzada Junior