O Outro

Apenas precisava de algumas aspirinas e toda água que pudesse beber.

Bater com a cabeça no chão também não seria nada mau.

Na manhã seguinte,

a ressaca moral ainda era um pouco maior do que a física.

Não é todo mundo que aceita sorrindo uma ligação pela madrugada.

O Outro era grosso, frio e não sabia amar.

Pegar o telefone, ouvir qualquer coisa sobre o amor e voltar a dormir é uma tarefa realmente fácil.

É, não sabia amar.

Mas toda água que pudesse beber fez com que se afogasse,

e caísse no erro de mais um telefonema.

O Outro não sabia amar.

Havia esquecido isso.

O Outro não sabia amar.

Lembrou.

Mais do que nunca,

Acaba aqui.

Patricia Florindo Martins
Enviado por Patricia Florindo Martins em 21/12/2010
Código do texto: T2684170
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.