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A casa vazia

As duas janelas abertas
Ali,diante de mim,
Eram um convite
Para que eu a olhasse por dentro enfim.

Entrei silenciosamente,
Mas a casa estava vazia.
E ali,do lado de dentro
Uma certa penumbra a envolvia.

Olhei por todos os lados,
Em cada canto olhei,
A procura de algo que me lembrasse
Pelo menos de longe,o que imaginei.

Não havia ninguém lá.
Mas pude ver marcas e vestígios
De idéias que ali habitaram
Dos sentimentos de que fora esconderijo.

Continuei olhando atentamente
Aquela morada conhecida.
Porém em nada se fazia recordar
A que já fora tão cheia de vida.

Andei por todos os lados,
Observei todos os cantos.
Os quadros na parede já não pendiam,
Já não possuía nenhum encanto.

Tentei encontrar alguma coisa,
Um rabisco,um vaso,uma lembrança...
Algo que me fizesse crer
Que naquela casa,um dia,houvera esperança.

Aquela casa que eu olhava
Já fora tão cheia de sonho e fantasia.
E agora se tornara em quase nada.
Era simplesmente uma casa vazia.

Dei uma última espiada,
Com tristeza eu fui me retirando.
E me olhando naquele espelho,
As janelas abertas me demorei fitando.
Então repentinamente me ocorreu
Que a noite já se despedia.
Cerrei com força meus olhos,
Fechando as janelas daquela casa vazia.



Denilde Brasil
Enviado por Denilde Brasil em 24/01/2007
Código do texto: T357027

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Sobre a autora
Denilde Brasil
Imperatriz - Maranhão - Brasil, 39 anos
9 textos (666 leituras)
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Denilde Brasil