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Talvez, eu não queira enxergar

E que importa a cor do céu,
se você pode levantar da cama
e correr atrás dos teus sonhos.
E mesmo que a cor do céu,
o-desanime a levantar.
Olhe atentamente, e verás.
Não existe somente um pássaro.
Existem bem mais que um.
E todos eles estão a voar.
Olhe para um deles,
e imagine-se.
Se ele voa,
porque é que eu não posso sonhar?
Se ele canta,
o que ainda me impede de viver?
A cor da tempestade que chega,
não é da cor dos teus olhos castanhos.
Mas me impede de ver você.
Essa cor cinza,
que parece cada vez mais,
piorar o meu estado de ser.
E os sonhos que eu não paro,
um minuto sequer de "os-ter".
E as horas que passam,
os momentos que estou a perder.
Não que você mereça.
Mas todo esse sofrimento,
só pode ser por causa de você.
Eu sei que talvez,
um dia, eu esqueça.
Mas agora,
eu não consigo correr.
Os pássaros ainda voam,
eu sempre continuarei a sonhar.
Mesmo que o tempo piore,
estarei aqui, a te esperar.
E talvez você não volte.
E os dias irão passar.
O céu azul, eu irei ver.
E os pássaros,
eu poderei escutar.
Talvez eu não enxergue você.
Talvez,
eu não "te" queira enxergar.
Luana Andrade
Enviado por Luana Andrade em 25/02/2007
Reeditado em 25/04/2007
Código do texto: T392711


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Sobre a autora
Luana Andrade
Botucatu - São Paulo - Brasil, 31 anos
97 textos (17036 leituras)
3 áudios (850 audições)
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Luana Andrade