Vento.

O vento bate em minha janela,

Lembrando-me a tormenta em que em encontro...

Sussurros apaixonados, perdidos...

Em labirintos sem monstros...

Não há necessidade de monstros, basta sua falta...

Não me encontro mais em mim,

É como se eu não fosse mais do que uma boneca de porcelana,

Que todos têm medo que se quebre...

E tu estás tão longe,

E andas sem rumos,

Em estradas vazias...

E eu fico aqui, neste deserto...

Olhando por você, orando que você se encontre de novo...

E que me encontre novamente...

Que tudo volte ao normal...

E meu normal é com você.

Não aqui...

Em minha torre, presa em pensamentos.

Lágrimas reprimidas vencem a batalha e caem quando me recordo de ti.

Será que ainda lembra de mim?

Que vivo lembrando de um vulto,

A cada dia mais distante de mim...

Ouço novamente o barulho forte do vento me despertando...

Dos devaneios que sua falta,

Como uma droga, que quero me livrar, me mantém cativa.

E ainda sinto seu gosto em mim...

Apenas para tocar um pouco mais na ferida ainda aberta...

Cujo bálsamo está perdido além de meu alcance.

Vivian Sales de Oliveira.

Vivian Drecco
Enviado por Vivian Drecco em 26/02/2007
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