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"Bárbara rota "


“Bárbara Rota”
Serpenteando por entre íngremes penhascos rochosos,
Meu passo incerto vacila.

É noite; e o brilho evanescente de uma lua minguante,
Indiferente, trás-me de volta temores adormecidos,
Medos latentes, lágrimas explicitas.

Mas, ainda assim, eu caminho; e neste caminhar
Nunca estou sozinho.

Nesta bárbara rota, filosofo sobre minha indecisão:
Acho que te amo; mais, muito mais, infinitamente mais,
Do que me faz crer esse meu amargurado coração.

E na suave brisa que ora toca meu rosto,
A sua imagem me chega também;
É um caleidoscópio prismático,
Você é todas as cores,
Em você, sintetizo todos os meus amores:

Amor ágape, amor Eros, amor amigo,
Amor irmão, amor amante, amor solidão.

Porém , quando meu sonho termina ,
Torno-me metade outra vez;
Você sempre se vai, esvai-se,
E se junta á lua partida.

A lua, novamente, se torna inteira,
E eu, sem você,
Vejo-me metade outra vez.


Paulo Peter Poeta

27 / março / 2013
Paulo Peter Poeta
Enviado por Paulo Peter Poeta em 26/05/2013
Código do texto: T4310349
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Paulo Peter Poeta
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
33 textos (1539 leituras)
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