DESILUSÃO

E PASSA O TEMPO

Enquanto o tempo passa perpassa meu amor

Nas costuras em remendos de panos novos!

Amor cego guiado pelo instinto distinto...

Na caminhada vejo a banda passar e tocar

Canções de ninar a embalar-me nos meus sonhos!

O tempo passa... Velho, antigo e cheio de traças;

Carcomido como baú de museu...

Em vida passageira, e, sem graça, ultrapassa

Limites de bom senso, e, nada aconteceu!

Ontem deixou de ser hoje, e, sem futuro!

Os ponteiros andam para trás, sem nexos!

Tempo, que, passa no avesso, e, sem começo!

As imagens refletidas no espelho convexo!

Aprisionado e ausente no espectro vivencial,

Passa o tempo, e, sem tempo, inexorável...

Inaproveitável... Depreciado... Visceral!

Arraigado nas suas cegas paixões... Lastimável!

E, passa o tempo, com a banda fúnebre e lúgubre...

Marcha fúnebre, dos que, se foram ao além...

Tempo perdido em ilusões banais!

Depreciado tempo que passou. E, a vida levou!

Jose Alfredo

Jose Alfredo
Enviado por Jose Alfredo em 26/06/2019
Código do texto: T6681816
Classificação de conteúdo: seguro