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Sem você, eu perambulava sem rumo,
A agonia me desequilibrava.
Eu tentava andar,
precisava te encontrar
Mas não conseguia sair do lugar.
 
Há décadas te procurei

Pelo céu e a terra.
E numa tarde nublada do inverno,
Finalmente te encontrei.
Foram semanas mágicas,
Onde nossas almas se enamoraram.
 
Quando você apareceu,

Vi-me invadido
Por uma felicidade inusitada.
E para tão raro acontecimento,
Roguei que a vida fosse infinita
Na magia do momento.
 
Nossos pensamentos interagiam.
Feito fogo, a paixão havia retornado
Embora fosse virtual, parecia real.
Mas, você estava carregada de rancor,
Tentando imputar em mim, a sua dor
 
O destino sinalizou um adeus.         
Não insistimos, apenas desistimos
A dor da saudade corrói,
Tem efeito depressivo mental
Vez por outra a distancia  dói.
 
Acabou o sonho.
Da doçura fez-se à amargura,
Despedida triste regada de rancor;

Silenciosa partida do ex-amor.
Nenhum movimento, nenhuma ternura

Acabou o sexo.
Do riso, fez-se o silêncio,
Aumentando o nosso drama.
Do perfume fez-se o incenso,
Que desaromatizou nossa cama.

Acabou a parceria.
Dos lábios vermelhos molhados,
Fez-se um vulcão em erupção.
Nos olhamos desolados,
Da união fez-se à separação.

Acabou o amor.
Caminhamos calados e boquiabertos.
Da paixão fez-se ódio exagerado,
Ambos magoados e incertos,
Sonhos perdidos, espelhos quebrados.

Acabou o respeito,
Da fidelidade fez-se o vulgar,
Sem responsabilidade nem cobrança,
Apenas algo para se lembrar,
talvez uma possível lembrança.

Acabou a vida.
Do presente fez-se o passado.
Olhos molhados e solidões unidas.
Dois corações desesperados,
O início de idas e vindas.

Tentando me engabelar,
Sigo
fugindo de você, 
desafiando minha desavença,
Sem entender se é
Amor, doença ou penitência.

Agora vejo no ar uma terrível impaciência,
apenas reina o desgaste exagerado.
O que será de nossas vidas,
Se não prosperamos
entre desencontros e despedidas?


 
 


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