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O amigo e a bicicleta

Sou maluco, sou doidão.
Não rasgo dinheiro, não bebo pinga.
Não uso drogas, sou o que sou.
Curto a vida, como qualquer cidadão.
Não tenho carro, ando a pé.
Por isso hoje, já meio cansado.
Resolvi comprar uma condução.
Este era meu destino...
Encontrar um amigo na rua
Que veio logo me oferecer, uma bicicleta.
Fui comprando logo, pagamento a vista.
Feliz da vida sai, pela cidade.
Na rua um prego, que decepção.
Furei um pneu, parei, concertei.
Gastei meus últimos trocados.
Voltei para a rua, parei na esquina.
Junto á uma poça de lama
Um cara bacana, num carro importado.
Passou a mil, me deixou molhado.
O banho de lama, não foi nada.
Apenas, estragou minha roupa.
A única que eu tinha...
Decepcionado, sentei-me á calçada.
Uma viatura policial parou a meu lado.
Um policial com cara de mau
Olhou-me e disse, levanta malandro.
Olhei para o guarda, e fui logo dizendo.
Não sou malandro, sou trabalhador.
Meus impostos, eu pago em dia.
O guarda rindo foi logo me perguntando
Se fores, gente boa, o que fazes ai.
Com esta bicicleta a teu lado
Que á poucos instantes, foi roubada.
Eu não roubei respondi, um amigo me vendeu.
O guarda voltou a rir, e disse, seu grande safado.
Vais preso, vais receber teu castigo.
Para nunca mais roubar,
A bicicleta, de um  amigo.
Volnei Rijo Braga
Enviado por Volnei Rijo Braga em 03/07/2005
Código do texto: T30674
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Volnei Rijo Braga
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil, 73 anos
2317 textos (155123 leituras)
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Volnei Rijo Braga