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Praga...enorme !

         
            Praga... enorme!

   Amava essa bandida com fervor,
   Cuidava em agradá-la, sem chatice.
   Sonhava em ser seu quente cobertor
   Nas longas noites de invernal velhice.

   Presentes dei, carinho não faltou,
   Na curta trajetória do namoro.
   No dia em que a infeliz me abandonou,
   Não teve, a lhe frear, qualquer decoro.

   Fiquei na fossa. O entalo na garganta
   Me confinou sem ar, senti-me horrível.
   Foi má e foi cruel e a dor foi tanta
   Que envio-lhe esta "praga", irresistível:

  -Há de ficar gorducha, uma baleia,
   A ponto de entalar pelas catracas.
   Será motivo de desdém na aldeia,
   Deboche dos que falam qual matracas.

   Vai odiar as fotos, vai xingar
   Ao encarar o espelho, de manhã.
   Nas lojas nunca mais vai encontrar
   O número do enorme sutiã!
 
            Bom Jardim-RJ
             29/07/2007
 
Vitório Sezabar
Enviado por Vitório Sezabar em 29/07/2007
Código do texto: T584567
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Sobre o autor
Vitório Sezabar
Bom Jardim - Rio de Janeiro - Brasil
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