COMO FOI O SEU DIA DOS NAMORADOS?...
 
 
Tenho um casal de netos
recém-saídos da infância.
Quinze anos completos.
Idade da esperança, ânsia.
 
Antes, perguntavam tudo.
Eu respondia sem cerimônia.
Agora sou eu o abelhudo:
Indago, nenhuma vergonha.
 
Aí, ontem lhes perguntei:
Como foi comemorado o
seu Dia dos Namorados?"
Dos dois, nadica escutei.
 
Mas insisti nas perguntas:
- robusto ou emagrecido?
- sozinho ou acompanhado?
- foi quieto ou agitado?

 
- presente ou escondido?
- distante ou aproximado?
- indiferente ou apaixonado?
- oxigenado ou enferrujado?
"
.  .  .     .  .  .     .  .  .     .  .  .
-"A gente se viu no whatsapp,
conversou e nada aconteceu
- e o seu?"
-
Enfim, um correspondeu.
.  .  .     .  .  .     .  .  .      .  .  .
Ah, não, quando eu era rapaz,
dia de namorar era todo dia!
Com o tempo, a gente se amava mais...
Namorava, namorava e se casava.

 
- "Ó vovó Irma, você confirma?"
- "Não, não posso dar confirmação!
Primeiro ele me levou para o altar,
depois é que a gente foi namorar".

 "Ele me roubou quando me conheceu:
nove meses contados sua mãe nasceu".

- "Oi, Irma, você sabe que essa história
já tinha fugido da minha memória!?"
. . .     . . .     . . .     . . .     . . .     . . .



 
Fernando A Freire
Enviado por Fernando A Freire em 14/06/2018
Reeditado em 14/06/2018
Código do texto: T6364421
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