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Delírio de Primavera

Meu barro é cósmico
Minha serpente de ouro
Buraco em minha estrela, é toca
Tatu no meu jardim, é bola.

Meu sol é talismã
A lua, minha herança
Pago imposto à São Jorge
Cada dia em bônus hora.

Minha flor, no vaso cresce
Adubo é lágrima de moça
Homenzinhos verdes em cada mente
Delírio Psicótico é desforra!
Ao político corrupto o meu não,
A urna desprezo simbólico.

Ipê em extinção
Nova era, maldição?
Meu vegetal é poeira,
De papel minha bandeira.

Árvore sem frutos é besteira,
Pássaros com fome é asneira,

No cerco da jornada
Minha nave à deriva,
Comando Estelar tem Spock,
Comando Terrestre tem escroque.

Sem rima a obra passa,
Delírio de primavera é meu poema!
Syl Signoretti
Enviado por Syl Signoretti em 21/09/2008
Reeditado em 21/09/2008
Código do texto: T1189071


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Sobre a autora
Syl Signoretti
Itajubá - Minas Gerais - Brasil
958 textos (94884 leituras)
76 áudios (9336 audições)
1 e-livros (310 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/05/21 01:11)
Syl Signoretti