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Sem nada pra fazer

As flores do meu jardim
Já não sorriem para mim

Os olhos do meu amor
Já não tem o pólem da flor

Os sábados, outrora encantados
Já não são tão ensolarados

O mundo, por vezes tão florido
Já perdeu todo seu colorido

A vida, um dia tão feliz
Hoje, não passa de pó de giz

O meu sorriso, antes tão esparramado
Hoje não passa de arremedo acanhado

Os dias, antes tão ligeiros
Hoje, arrastam como anos inteiros

Os espaços que estavam sempre ocupados
Estão vazios, opacos, desolados

Então, eu te pergunto camarada
Como fazer pra dar uma boa risada?
Como tirar esta massa entalada
Aqui dentro do peito?
Como levar a vida
Se nada mais tem efeito?
Nem mesmo a santa psicologia
Nas aulas de filosofia
Da saudosa Dona Maria?
Se Passárgada está muito distante
Se as vozes são dissonantes
Se o cigarro acabou
E o fósforo já apagou?

E ai camarada, faço o quê?
.
.
.
.
.
.
Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 01/07/2006
Reeditado em 11/12/2007
Código do texto: T185872
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Fátima Batista
Santo André - São Paulo - Brasil, 55 anos
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Fátima Batista

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