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É que poeta é triste

Poeta corre planícies colhendo vastidão.
Sua fome é diversa e de versos faz o pão.
Tateia luz, no meio das saudades mais magoadas.
Poeta é fingimento para si mesmo.
Puro invento de seu caos; Desconheço poeta feliz.

Mas felicidade é algo difícil de entender,
porque nunca se estende. Há quem dê interpretações.
Mais intenso, há quem sinta; E mais intenso ainda, há quem transmite e faz os outros sentirem. Mas poeta não. Esse só escreve e descreve.
 
Na poesia, às vezes sorri e naturalmente cria encantos
a quem se degusta na leitura.
Na maioria das vezes é apenas grito de um silêncio ou de um conflito.

Estrelas campeiam pazes no brilho que sentem...

Fragmentos de poesia que esvoaçam entre as nuvens da composição, o poeta é inspiração e concretude no mais abstrato escrever.
A linguagem é mera espectadora de suas emoções.
Enclausurado em si, sofre as razões.

São temas e teimas, rimas e cismas.
Observância requer ângulos para maior amplitude da visão.
Mas a mente é espaçosa e se perde, tanto quanto se acha.
Vejo o céu da demência, como o mesmo dos que se dizem perfeitos e normais; E até mesmo poetas.
Takinho
Enviado por Takinho em 06/12/2018
Código do texto: T6520810
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Takinho
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 41 anos
204 textos (76268 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/18 20:27)
Takinho