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A lua do segundo andar

Não quero mais romantizar a dor
Mas sei sofrer quando meu coração está quebrado por qualquer motivo que for.

Eu sempre rasgo meu peito e deixo o amor deitar e rolar sem segredos, abro as portas do caminho e me deixo ser passarinho, junto ao seu ninho .

Quebro as regras do pudor, se não for com loucura, não encontro sabor, no morno e no raso, eu não nado.

Me afogo nas lágrimas, mas vou até o fundo desse mar, mesmo que o perigo invada cada parte do meu corpo, ainda assim, eu quero arriscar.

Quando tenho medo, minha risada fica esquisita , eu rio de nervosa, de tão descabida que sou, quando se trata de perder algo que em mim ainda faz vibrar. Eu não quero deixar levar.

Não sei lidar com meus vazios,  nas minhas noites mais escuras, a lua cheia ilumina a minha janela, é  ela que vigia o meu segundo andar, e eu vivo à espera da aurora chegar

Já vi paisagens lindas no meu caminho, já deixei saudades por onde andei, e hoje eu desejo algo que nunca sei onde vai dar, mesmo assim é pra lá que eu quero ir.

Lá onde não sei, lá onde sonhei, lá onde você estiver, lá onde eu possa ser eu mesma e ir de encontro com a felicidade
Lá onde  estarei segura dentro do seu abraço,  e assim sair do meu profundo escuro e dar asas a essa intensidade, antes que seja tarde.


Claudeth Oliveira
Enviado por Claudeth Oliveira em 22/12/2018
Reeditado em 22/12/2018
Código do texto: T6533099
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Claudeth Oliveira
Brasília - Distrito Federal - Brasil
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Claudeth Oliveira