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Arcas de Natal

Arcas de Natal
[poema em sístole chuva e em diástole uva]
Na água da chuva que a tudo arrasta
Folhas, papéis, pedras, areias
A primavera que ao verão anuncia
Mais uma estação, de vidas e histórias
Em meio a tanta tragédia ambiental

Antes que se ergam novas moradas
Se refaz o espírito humano no Natal
No encontro, vinho e pão, águas passadas
Nos caminhos que se cruzam
Rotas descobertas ou esquecidas
Segue a vida, no relógio ritmado, atam

Almas solitárias ou solidárias
Nada mais sublime
Do que encontrar a paz deste momento
De pastores da montanha mais íngreme
Aos moradores do recanto

São escritos, pergaminhos como folhas soltas ao vento
Nos terminais longínquos onde passa a nave vagão
Conduzindo os seres para a derradeira estação
Como quem anuncia a chegada de um Deus inda menino.

Na mesa posta, a família, a ceia
Na oração do Verbo, silêncio, veneração e fé
Da lembrança, abraço e do presente até
O Natal tem o poder de renascer, de tecer o fio, de fluir o sangue, veia [da grande teia humana]

AjAraújo, poema escrito em 24/12/2008.
AjAraujo poeta humanista
Enviado por AjAraujo poeta humanista em 19/11/2009
Reeditado em 19/11/2009
Código do texto: T1933353

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Sobre o autor
AjAraujo poeta humanista
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
442 textos (7964 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/19 06:31)
AjAraujo poeta humanista