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Há em mim
uma vaga fome
a que talvez chame
ausência.
Não falo de solidão.
Solidão seria
sentir-me vazia
e eu sinto-me transbordante
de carinho, de sorrisos, de afectos.

Interesso-me por tanto!

Não sei onde ir
nem com quem falar.
Tenho tanto e nada a dizer!

Falta-me quem escute,
uma voz que salte do silêncio
e diga: Também vejo e penso.

Amigos estão longe
na busca constante
do que os atormente.
Vejo cada um na sua lida,
mergulhados noutro mundo
que não é nosso
estranho.

Como se eu estivesse boiando
ao largo de tudo,
à deriva de quanto rola
se e-novela
na luta perdida
guerra aberta

Desvairada Terra!
Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 15/01/2005
Reeditado em 23/08/2007
Código do texto: T1658
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 67 anos
1265 textos (136749 leituras)
60 áudios (14441 audições)
9 e-livros (6345 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/06/20 08:00)
Maria Petronilho

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