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No escuro de si

Cerrando esses olhos cansados
Só resta o escuro, se faz pleno!
Tal esse que me toca tão ameno,

Posto que se ao invés do breu,
A luz sob essa casca, a verdade,
Revelasse-me nu, cru em mim,
Não restaria nenhuma sanidade
Na minha falsa-belo vida-jardim

E tendo o pesar maior que mundo,
Doloroso reconhecer(-se),
Cedo em desespero, em medo,
Na proeza de fugir de si mesmo,
Pois é menos árduo compadecer
Com toda humanidade do que
Admitir-se em plena vontade

Então deixe-me nesse repouso
Teimoso e irrefutável
E já não durmo, vou além, hiberno!
E o cotidiano-travesseiro moderno
Não me é duro, me é bem confortável!
Augusto Sapienza
Enviado por Augusto Sapienza em 10/12/2006
Reeditado em 12/12/2006
Código do texto: T314504

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Sobre o autor
Augusto Sapienza
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 36 anos
52 textos (2228 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/06/19 02:25)