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Cidade do Repouso

Cidade de ruas estreitas,
Demarcada de pequenos espaços retangulares
Labirinto de terra batida fofa e escura
Muitos entram, um fica e não volta,
Tem hora de fechar a porta
Para um infinito repousar.

Cidade calma e de respeito, onde só moram
Aqueles que por direito, merecem repousarem
As ruas não têm nome, mais o número vai encontrar.

Cidade onde não se tem privilégios
Por regra é igualdade, esquema não há
A visita é controlada é vigiada,
Não se pode abusar,
Só tem uma entrada e uma saída
Com a pasta pode andar.

Cidade dos sofridos, dos recém nascidos
Todas as idades encontram por lá,
Todos por igual na horizontal
Espaço apertado, com madeira forrada para reciclar.

Cidade que guarda a memória
Casa onde dormem, os que já não podem sonhar
Lugar sem opção, um dia sem exceção vamos habitar.
Ulisses Maia
Enviado por Ulisses Maia em 17/03/2007
Reeditado em 28/03/2007
Código do texto: T416205


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Sobre o autor
Ulisses Maia
Luanda - Luanda - Angola, 57 anos
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Ulisses Maia