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O rio

Meus olhos tocam o rio
que triste, se deixa tocar
não me parece tão bravio
quem sabe, deixou de lutar

Nele jogo meus pensamentos
Tão leves, se deixam levar
Todo coberto de sedimentos
O rio, parece chorar

Corre solto, espumando de raiva
O rio doente, não pode repirar
Leva a morte em sua vertente
dejetos humanos a sufocar

Lembra, vô, daquele tempo?
Em que tão paciente
me ensinava  a pescar?
Hoje, sento à margem
Com a mesma paciência
Em que espero a vida voltar


William Gali
Enviado por William Gali em 22/08/2005
Código do texto: T44373


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Sobre o autor
William Gali
Sorocaba - São Paulo - Brasil, 38 anos
38 textos (3771 leituras)
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