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Olhos

Minha luz tem a cor do ar, meu perfume se iguala a água
Um olho meu só vê as alegrias, o outro só vê as mágoas
Vejo a vida como ela é, como ela foi, e como ela vai ser
Vejo a morte e além, vejo a escuridão e vejo sem ver
Veja a pedra, entenda-a e a considere neste mundo
Verá que isso foi um absurdo, palavras de um vagabundo
Os fins justificam os meios, mas necessário é um começo
Então para ti meus olhos abertamente ofereço
Para que você veja o começo e o entenda como o fim
Pois já no inicio vê-se que o fim é o mesmo pra ti e pra mim
Sabe bem o que digo, palavras escritas deste poeta
Trariam mais convicção se fossem escritas por um profeta
Olhe, veja e sinta, considere o começo e entenda o fim
Já que isso é a vida que foi dada ao acaso, assim
Não há propósito nesta vida, nem na morte
Viva sim, entregue-se a sua própria sorte.
Considerando o começo e o fim para viver o meio
O homem nasce, cresce e morre, já nisso viveu por inteiro.
BOI (Luciano Alencar)
Enviado por BOI (Luciano Alencar) em 09/09/2005
Reeditado em 01/04/2006
Código do texto: T49131
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
BOI (Luciano Alencar)
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 33 anos
246 textos (27020 leituras)
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BOI (Luciano Alencar)