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EU POSSO

Colocar para fora, o que e ego sente,
Ser exatamente o que eu não sou,
Rejuvenescer, crer inquietamente,
Que o encanto não acabou.

Ir além do que o meu olhar pode ver,
Pertencer ao enigmático vento,
Semear sonhos, me atrever,
Enlouquecer o comportamento.

Realçar o semblante do dia,
Com as cores do infinito amor,
Cantar a canção da anistia,
Me desnudar de todo o temor.

Expor ao mar, minha alma errante,
Com o espanto da primeira vez,
Sorver o lúdico o bastante,
Para conceder ao eu menino, fluidez.

Metamorfosear, transformar a rotina,
Em uma menina faceira,
Escancarar a janela, a cortina,
Gritar para a sina: - me queira!

Fazer da poesia a essência,
A florescência do meu jardim,
Obter do instante a aquiescência,
Ter a alma repleta de sim.

Me envolver com o metafísico indicativo,
...Eu posso! Milagrosamente, estou vivo.

 
DELEY
Enviado por DELEY em 13/02/2018
Reeditado em 13/02/2018
Código do texto: T6252859
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
DELEY
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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