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FRÍGIDO
Eric Leite

Eu colecionei beijos e toques, abasteci meus celeiros com olhares e rostos, nada mais que acúmulos!
agora estou prostrado em meio a esse frio,carregando lembranças como pedras de gelo que custam a se derreter
estou mais uma vez perdido caminhando por entre os mesmos túmulos
tentando ler nas lápides o nome de alguém que realmente foi especial,mas deixei morrer

Eu tento chamar por aquele nome então a saudade me consome com ecos vindos do além
frio como um cadáver,não há mais vida em meus ser,não existe vida numa alma onde abraços se tornaram ausentes
eu levantei um castelo feito de luxúria e cai da torre mais alta quando enfim quis amar alguém
o único raio de sol capaz de derreter minhas geleiras com beijos verdadeiros e quentes

Estou passando naquele mesmo lugar, sentando na mesma praça,mas dessa vez sozinho e fraco
é tarde demais para deixar flores, sua tumba está vazia já que alguém chegou antes de mim para revivê-lo
você ressuscitou para um novo amor,mas deixou uma parte de mim nesse buraco
que foram os restos mortais de uma desilusão provocada por um homem de gelo

 
Eric Leite
Enviado por Eric Leite em 01/06/2018
Reeditado em 01/06/2018
Código do texto: T6352653
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Eric Leite
São Roque - São Paulo - Brasil, 24 anos
766 textos (13267 leituras)
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Eric Leite

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